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Canal Luísa Criativa

Escola Bíblica Discipuladora - 3º Trimestre 2018 - Lição 08

domingo, 12 de agosto de 2018

LIÇÃO 08 - A SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS – 3º Trimestre 2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O Cristão e a Pena de Morte...





O CRISTÃO E A PENA DE MORTE



O dicionário Michaeles de lingua portuguesa define vida como a “atividade interna substancial por meio da qual atua o ser onde ela existe; estado de atividade imanete dos seres organizados; Espaço de tempo compreendido entre o nascimento e a morte; Espaço de tempo em que se mantém a organização dos seres viventes”, somente aqueles que tem consciência plena do seu ser podem se declarar vivos e que existem.

O ser humano enquanto ser social, busca se organizar em sociedade sendo o Estado o representante maior desta sociedade formada pelo homem. Cabe ao Estado a obrigação de organizar a vida em sociedade, delegando deveres e defendendo direitos e punindo aqueles que descumprem as regras estabelecidas pela sociedade.

O direito mais fundamental do ser humano é o direito a vida, cabendo ao Estado a obrigação de defende-la, mesmo sendo a vida de um criminoso, pois se o Estado não reconhecer o valor da vida humana, quem reconhecerá? Como definir a legalidade de um assassinato? Um assassinato praticado pela máquina do Estado com o amparo da lei é menos pior do que o cometido por um criminoso comum? Ao exercer a pena de morte o Estado deixa de ser superior e desce ao nível dos criminosos, praticando a vingança ao invés da justiça.

Um dos princípios fundamentais da filosofia grega era a lei exercendo uma função eminentemente pedagógica, ou seja a pena de morte foge deste objetivo, que é punir ressocializando o criminoso para ser devolvido à sociedade. A pena de morte tem como fundamento, não o desejo de reparação ou de justiça, mas a sede brutal de vingança, sede esta de “pessoas que desesperançadas, desprovidas de fé na redenção divina, que gostariam de vingar com as próprias mãos o crime que as atingem”[1] . Se não houver respeito à vida humana, se não houver o reconhecimento de que a vida o bem mais precioso do homem, todos os demais direitos humanos serão violados e ninguém terá segurança.

A aplicação da pena de morte tem se mostrado ineficiente nos países onde é aplicada. Cita-se como exemplo os Estados Unidos, uma nação altamente organizada e civilizada, em que grande parte de seus estados adotam- na como forma de execução. Numa reportagem publicada pela revista “Times” em que de 1960 a 1973, o número de homicídios era de 4,7 por cem mil habitantes, dobrou para 9,4 nos dias de hoje. De acordo com o relatório divulgado em 1993, pelo Senado daquele país subiu o número de assassinatos praticados naquele país foram 23.000 vítimas em 1990 e 21500 em 1989. Enquanto na Inglaterra, onde não se adota tal pena a taxa de criminalidade é de 1,1 por cada cem mil habitantes. Como se pode perceber, é sandice afirmar que a referida pena tem maior efeito intimidativo do que as demais penas corporais.[2]

No Brasil a Constituição Federal de 1988 no seu artigo 5º garante a “inviolabilidade do direito à vida” “ não havendo penas de morte, salvo em caso de guerra declarada...” (artigo 5º, XLVII), dificilmente a pena de morte será instituída no Brasil por se tratar de vedação de cláusula pétrea. As pesquisas mostram que a criminalidade é maior nos locais de alto índice de desemprego, alto grau de analfabetismo, nas cidades em que uma grande parcela da população, não tem o mínimo de dignidade para viverem como cidadão. Vê-se, então, que o problema é social. Salvo, aqueles casos em que o assassino apresenta distúrbios de ordem psicológica ou neurológica. É muito mais cômodo para os governantes eliminarem os criminosos do que o crime, já que para este é necessário uma ampla reestrutura da organização social.[3]

Muitas vezes as condições sociais são a grande responsável pelo ingresso de alguém no crime, neste caso a pena de morte é combater o efeito e não a causa portanto não me parece razoável que a instituição da pena capital seria a solução para a redução da violência. Talvez, grandes investimentos para a erradicação da miséria e consequentemente de inclusão social possam surtir maiores efeitos a longo prazo do que tirar a vida de um miserável criminoso, pois permanecendo a miséria, novos miseráveis criminosos nasceriam para ficar no lugar daqueles que por ventura tenha sido condenados à pena de morte. Portanto, não haveria redução da violência, apenas a substituição de um criminoso por outro.[4]

Devido a justiça humana ser “como trapo da imundícia” (Is 64.6), ainda existe o perigo de um inocente ser condenado, e mais tarde sendo comprovada a sua inocência, nada mais poderá ser feito.

Por estes motivos a Igreja que é a pregadora das Boas Novas de Cristo, não deve aceitar este tipo de condenação, mesmo que seja encontrado respaldo bíblico, “ o costume cruel de assassinar prisioneiros é na opinião de Santo Agostinho, uma ofensa a Deus, pois anula a dignidade e a pessoa humana.”[5], então é preferível que por pior que seja o criminoso, não se lhe subtraia a vida, mas sua liberdade, como castigo pelos atos infames , praticados contra a sociedade. A vida é um dom de Deus. Só a Ele cabe concedê-la ou suprimi-la, direta ou indiretamente, sem que se configure um crime.


NOTAS:
[1] A pena de Morte em seus vários aspectos: uma visão do cotidiano socio atual, artigo de Claudia Ferraz citando o livro de Frei Betto “Cotidiano & Mistério” retirado do site www.direitonet.com.br ( 28/05/2009 às 13:45 hs.)
[2] Aspectos históricos e ilegais do uso da pena de morte, artigo de Caroline Regina de Negreiros Cabral, Acadêmica do 9º período do Curso de Direito-UFRN, retirado do site www.buscalegis.ccj.ufsc.br ( 27/05/2009 às 12:45hs)
[3] Id. 2
[4] Morte: uma pena irreversível, artigo de Amaury Silva, retirado do site www.direitonet.com.br ( 28/05/2009 às 14:00 hs.)
[5] Id. 1

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - 4º TRIMESTRE/2018

REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - 4º TRIMESTRE/2018 


REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS ADULTOS - 4º TRIMESTRE/2018 

TEMA: As Parábolas de Jesus - As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante 

COMENTARISTA: Pr. Wagner Tadeu dos Santos Gaby - Pastor-presidente da Assembleia de Deus em Curitiba (PR), advogado, mestre em Teologia e em Educação, conferencista, comentaristas de Lições Bíblicas e autor de livros publicados pela CPAD. 

SUMÁRIO: 

Lição 1 - Parábola: Uma Lição Para a Vida 
Lição 2 - Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus 
Lição 3 - O Crescimento do Reino de Deus 
Lição 4 - Perseverando na Fé 
Lição 5 - Amando e Resgatando a Pessoa Desgarrada 
Lição 6 - Sinceridade e Arrependimento Diante de Deus 
Lição 7 - Perdoamos Porque Fomos Perdoados 
Lição 8 - Encontrando o Nosso Próximo 
Lição 9 - O Perigo da Indiferença Espiritual 
Lição 10 - Precisamos de Vigilância Espiritual 
Lição 11 - Despertemos para a Vinda do Grande Rei 
Lição 12 - Esperando, mas Trabalhando no Reino de Deus 
Lição 13 - A Humildade e o Amor Desinteressado

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

CLEMENTE DE ALEXANDRIA E A DEFESA DA FILOSOFIA NA RELIGIÃO CRISTÃ

CLEMENTE DE ALEXANDRIA E A DEFESA DA FILOSOFIA NA RELIGIÃO CRISTÃ

Em uma época em que se procura organizar o pensamento cristão, surgem, além das várias seitas, também vários modos de constituir esse pensamento segundo alguns critérios. Para alguns, a fé é suficiente em si mesma para convencer e converter as pessoas da “boa-nova”. Para outros, faz-se necessária a utilização da filosofia grega para justificar racionalmente a fé cristã. Nesse ambiente, surge nos primórdios do século III a famosa Escola de Alexandria. Seu primeiro defensor, ainda que fosse o seu fundador, era Clemente.
Clemente via que a filosofia grega era boa e que, portanto, deveria ser derivada do próprio Deus. Os homens que filosofam buscam explicar a realidade e a si mesmo, fugindo dos vícios e paixões que não os permitem desenvolver sua espiritualidade. Os homens maus, segundo Clemente, não filosofam. Embora desenvolvida sob a égide do paganismo, a filosofia dos gregos antecipa, prepara esse povo para a mensagem de Cristo.
Segundo Clemente, antes de Jesus e do Novo Testamento, havia a Lei do Antigo Testamento e a Razão natural grega como instrumento indireto de Deus para guiar os homens. Ele percebe que a filosofia exerceu um papel pedagógico, orientando os gentios para o cristianismo, ainda que inconsciente disso. Não possuindo nem a Lei (judaica), nem a fé, a verdade sobrevinha aos gregos através da razão. Esta é uma forma indireta de Deus nos comunicar a verdade.

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Os homens que viviam na Grécia conforme a virtude, isto é, com honestidade, bondade, coragem, etc., são exemplos de que o cristianismo tem uma continuidade da filosofia antiga. Clemente exemplifica que a história da verdade é como um curso de água que tem duas grandes correntes: uma nascida da Lei revelada aos judeus no Antigo Testamento; a outra, da razão especulativa dos filósofos gregos. Ambas confluem numa terceira corrente que é a fé revelada do Deus que se tornou carne, o Deus cristão.
Para Clemente, que se esforça em traçar um paralelo entre a filosofia e a Lei judaica, a revelação cristã não veio para abolir a Lei, mas sim para cumpri-la. Assim, a fé não deveria abolir a razão, já que esta representa para o grego o que a Lei do Antigo Testamento representa para os judeus. Dessa forma, a filosofia seria útil para preparar a fé àqueles que ainda não a alcançaram e isto seria feito pela justificação racional dos dogmas cristãos. Além disso, a filosofia seria útil aos que já professam a fé, pois ajudaria na defesa argumentativa da fé contra aqueles que a ridicularizam.
Outro modo de comprovar a utilidade da filosofia seria a compreensão de que Deus distribui muitos dons diferentes para cada pessoa. Assim, temos pessoas mais inteligentes, outras mais sensíveis, outras mais observadoras, etc. Se essas características são dádivas, por que menosprezar a razão ao invés de pô-la a serviço da fé, compreendendo que ela também é um dom divino? No entanto, a razão não deve ir além dos limites estabelecidos pela fé. A razão é meramente uma auxiliar desta. A filosofia é a busca da sabedoria e somente a fé na verdade revelada pode nos atestar essa sabedoria.
Portanto, Clemente é daqueles pensadores que confiam e defendem uma conciliação entre a fé e a razão, sendo a fé o critério de verdade, já que nela o Lógos se faz verdade total em Cristo. À razão dos antigos que perceberam essa verdade apenas de modo parcial, cabe auxiliar a fé. Desse modo, é preciso “crer para compreender”.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "Clemente de Alexandria e a defesa da Filosofia na religião cristã"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/clemente-alexandria-defesa-filosofia-na-religiao-crista.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2017.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/clemente-alexandria-defesa-filosofia-na-religiao-crista.htm