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Canal Luísa Criativa

Escola Bíblica Discipuladora - 4º Trimestre 2018 - Lição 03

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A DEFINIÇÃO DE ESTADO NA POLÍTICA ARISTOTÉLICA

A DEFINIÇÃO DE ESTADO NA POLÍTICA ARISTOTÉLICA

A comunidade política, que é a soberana em relação às comunidades reunidas em torno dessa, é a cidade. A cidade é a composição de lares e vilas, sendo um último grau de comunidade. Porém, ela é soberana e visa o bem soberano. Vejamos de que modo se formam as comunidades:
A primeira comunidade é o lar, que é formado por três relações:
1. Casal (homem-mulher) – essa relação é natural e visa à procriação. Trata-se de uma necessidade, onde os dois dependem um do outro para a sua existência e perpetuação da espécie. É a universalidade entre macho e fêmea para a satisfação de um bem, uma carência do ser humano. Aqui se dá o poder político entre seres livres e iguais. Porém, este poder difere de sentido de homem para homem. No casal, o poder de governar é permanentemente do homem, pois este é apto para ordenar, enquanto que à mulher cabe apenas obedecer;
2. Pai e filho – é o poder régio, sobre os seres livres e desiguais. Essa desigualdade está baseada na diferença de idade, cabendo ao filho obedecer ao pai;
3. Senhor e escravo – o senhor é apto por natureza a governar e o escravo a obedecer e realizar trabalhos manuais. É o poder despótico sobre seres não livres.
A segunda comunidade é a vila. A comunidade, conforme Aristóteles, evolui naturalmente como de uma criança para um adulto e deste para um idoso. A vila é a evolução do lar. Ele satisfaz, além da reprodução da espécie e nutrição do indivíduo, a administração da justiça e das cerimônias religiosas.
A terceira e última comunidade é a cidade, fim da evolução natural. É na cidade que o homem pode preencher suas necessidades de viver em comum por suas carências. A cidade é autárquica, e uma comunidade perfeita é o único meio dos homens gozarem da felicidade plena, porque essa consiste no aperfeiçoamento do intelecto, na construção das virtudes e na satisfação do espírito.
A cidade é, portanto, o fim nos dois sentidos do termo. Fim da evolução natural e é também o seu próprio fim, ou seja, ela é por si mesma. Além de o homem ser um animal político, é também, dentre todos os animais, o mais político, pois possui linguagem, a capacidade não só de um prazer ou dor, mas de ter um conceito do justo e do injusto, do bem e do mal. É esse conceito em comum que faz uma comunidade.
Percebe-se, assim, que o bem do indivíduo e o bem do Estado são da mesma natureza. E embora estes consistam em buscar a completude, somente na realização do Estado, satisfazendo os fins materiais e espirituais está a perfeição. Portanto, é no Estado que o homem é realmente homem, porque naturalmente político, pois fora disso, é um animal servil como os outros.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "A definição de Estado na Política aristotélica"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-definicao-estado-na-politica-aristotelica.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-definicao-estado-na-politica-aristotelica.htm

Teatro grego

As máscaras serviam para expressar as sensações da personagem no teatro grego.

O teatro, enquanto exercício do espírito humano, não pode ser definido rigidamente por meio do estudo de um período ou civilização específica. A ideia de se representar o vivido ou alguma situação ficcional está intrinsecamente ligada ao momento em que o homem se viu tentado a transmitir uma determinada experiência ou sensação. Contudo, entre os povos de toda a Antiguidade, não podemos deixar de salientar a especial contribuição dos povos gregos ao desenvolvimento desta instigante arte.
Segundo alguns estudiosos, a gênese do teatro grego tem relação com a realização das Dionistíacas, uma série de celebrações religiosas feitas em homenagem a Dionísio, deus do vinho. Com o tempo, as danças, gestos, músicas e poesias preparadas com o intuito de se falar sobre a mitologia dos deuses acabaria por transformar a encenação em uma prática cultural à parte. Dessa forma, o teatro nasceria através do culto aos deuses e passaria a falar de outras situações experimentadas no mundo cotidiano.
Entre os atenienses, o teatro ganhou uma caracterização especial ao reforçar a existência de suas instituições e justificar as ações que marcaram o desenvolvimento do imperialismo ateniense. Logo após a apresentação de uma peça teatral, os atenienses costumavam exibir as riquezas obtidas através da cobrança de tributos imposta aos seus aliados. Dessa forma, o teatro se transformava em um importante palco onde o triunfo ateniense era aplaudido por seus políticos, anciãos, soldados e eleitores.
Os gregos costumavam organizar festivais onde diferentes peças teatrais eram encenadas. Cada autor tinha o direito de inscrever até três peças que, costumeiramente, eram encenadas com a utilização de máscaras. A atuação só era feita pelos homens, que também realizavam a interpretação dos papéis femininos. Em certa altura, o teatro grego passou a se subdividir em duas modalidades: a tragédia, que valorizava os infortúnios dos homens e dos deuses; e a comédia, que tratava o cotidiano de forma jocosa.
Ésquilo (525 – 456 a.C.) foi um autor reconhecido pelo elogio às conquistas de Atenas e a homenagem aos deuses justiceiros. Em Os persas ele discorre sobre os principais acontecimentos ligados às guerras Greco-pérsicas e realiza uma crítica à prepotência do rei Xerxes. As peças de Ésquilo foram inovadoras ao promover a utilização de diálogos, máscaras e coros que conferiam maior dramaticidade às suas histórias. Este escritor também foi responsável pela criação de Oréstia e Os Sete contra Tebas.
Sófocles (496 – 406 a.C.), autor das obras Édipo Rei, Antígona e Electra, privilegiou a luta dos heróis contra o destino e a influência que os deuses possuíam na vida dos homens. Em Édipo Rei temos a história de um protagonista que mata seu pai e se casa com a própria mãe sem ter ciência do que ocorria. Com as peças de Sófocles, as encenações passaram a contar com a presença de um terceiro interlocutor no palco. Dessa forma, o número de personagens em uma história aumentava.
O escritor Eurípedes (445 – 386 a.C.) tinha forte espírito crítico e tratava com pessimismo as situações envolvendo a vida cotidiana e os costumes de seu povo. As personagens que surgem nas obras As Troianas, Medeia, Andrômaca e Hipólito geralmente discutem as paixões e a miséria do homem. Por acreditar que as mulheres eram mais sujeitas a esse tipo de situação, temos no legado teatral desse autor uma forte presença da figura feminina.
Por meio do teatro de comédia e pelo desenvolvimento dos textos críticos e satíricos, a cultura grega ficou conhecida. Aristófanes (445 – 386 a.C.) foi um dos mais proeminentes autores desse gênero teatral e se destacou pelo trabalho realizado em peças como As nuvens, A paz e As vespas. Dotado com forte senso crítico, esse autor do teatro grego era suficientemente ousado para dirigir seu humor contra importantes figuras políticas e divindades do mundo grego.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SOUSA, Rainer Gonçalves. "Teatro grego"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/historiag/teatro-grego.htm>. Acesso em 12 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa:  http://brasilescola.uol.com.br/historiag/teatro-grego.htm


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A Natureza divino-humana da Ekklēsía

A Natureza divino-humana da Ekklēsía



A igreja mística, una e universal (Heilsgemeinde), é também, em seu aspecto local, antropológica e multicultural (lokale Begrenzung), de acordo com as manifestações de cada povo ou raça. Lembremos que um dos primeiros problemas da “comunidade das origens”, para usar uma expressão de Joachim Jeremias [1], não foi doutrinário, mas principalmente multicultural e antropológico, manifestado na disputa entre judeus e gentios em virtude dos costumes correspondentes a cada raça (At 2.8-13; 6.1,2; 10; 11;15).
Surge, portanto, uma igreja na Palestina com acento judaico, e outra, helenista-cristã, na Ásia Menor, com uma identidade gentílica, sem os entraves da religião judaica: “... e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios” (Rm 16.4).
Por conseguinte, a igreja é mística, espiritual, mas também humana, antropológica. Sua presença e natureza são tanto divina como terrena. Ela é Corpo de Cristo e, de acordo com Tomás de Aquino, “a congregação dos fiéis a caminho para a glória” [2],todavia composta de pecadores remidos pelo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora os membros sejam imagem divina em processo de transformação escatológica (2 Co 3.18; 1 Jo 3.1-3), todos, são igualmente humanos e falíveis.
Ela é espiritual e humana; mística e natural. Enquanto a natureza divina da ekklēsíapromana da unidade com Cristo, seja como corpo seja como ramo (Jo 15; Ef 1.22,23), a identidade humana dimana não apenas do relacionamento mútuo de seus membros, mas de sua natureza como povo redimido (Gl 3.13). Cabe perfeitamente nesta assertiva o conceito antropológico do teólogo e pensador reformado Francis A. Schaeffer. Este concebe a ekklēsía como “humanidade que fora convocada para sair de uma humanidade perdida”. [ 3]
A igreja é constituída de pecadores redimidos por Cristo que, à semelhança de Isaías, está diante do Trono, contudo, tremendo em sua humanidade impura. A igreja deve reconhecer sua grandeza – ela é Corpo de Cristo – mas jamais pode se esquecer de suas limitações e fraquezas – o pecado ainda é uma realidade latente, não obstante sua transformação à semelhança de Cristo (Ef 4.13).
Pascal afirmara que a verdadeira religião é aquela que permite que conheçamos nossa mais íntima natureza, sua grandeza, insignificância e a razão para ambas. De acordo com o cientista e teólogo francês, a fé cristã é a única que tem esse conhecimento.[4]
É na relação celíflua com o Λόγος que os membros da ekklēsía conhecem o verdadeiro propósito de sua criação, redenção e glorificação. Nesse inaudito e glorioso convívio a índole carnal sede para “o novo homem” que “segundo Deus” foi criado em verdadeira justiça e santidade de vida (Ef 4.24). Em Cristo, a ekklēsía vive e reflete a verdadeira humanidade, “o novo homem segundo Deus”; o poema que foi criado em Cristo (Ef 2.10). Ao “ter sido feito semelhante aos homens”, Jesus tornará os redimidos semelhantes a Ele (Hb 2.17; 1 Jo 3.2; Fp 3.21).
Nenhuma instituição humana cumpre essa função, somente a ministração salvífica da Santíssima Trindade é capaz de transformar pecadores redimidos à semelhança do Filho de Deus, e convertê-los em Corpo de Cristo! Não são os programas litúrgicos, as inúmeras festividades, o estatuto, as tradições, os bons costumes e as convenções sociais da igreja que transformam pecadores à imagem de Cristo, mas o relacionamento entre o homem e Deus através do sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da ação noutética do Santo Espírito.
Ainda que esta seja a natureza transformacional da ekklēsía – organismo espiritual, santo e universal – a igreja também vive suas limitações locais como corpo e membro uns dos outros. A natureza una, espiritual e santa do Corpo de Cristo opõe-se à realidade social, cultural e humana da igreja visível.

Notas[1] JEREMIAS, Joachim. A mensagem central do Novo Testamento. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2005, p. 55. Jeremias assim chama a “comunidade pré-paulina”.
[2] AQUINO, Tomás. Suma teológica. São Paulo: Edições Loyola, 2002, p. 192, Vl. VIII.
[3] SCHAEFFER, F.A. Verdadeira espiritualidade. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p.207.
[4] PASCAL, B. Mente em chamas: fé para o cético e indiferente. Brasília: Editora Palavra, 2007. p. 173.

Pitágoras


O Grande Mestre, como era chamado por seus discípulos, nasceu em Samos, uma pequena ilha próxima à região da Jônia (parte asiática das colônias gregas), mas fundou sua escola (Escola Itálica) na região da Magna Grécia, atual sul da Itália. É a ele que atribuímos a invenção da palavra Filosofia. É também o criador do famoso Teorema de Pitágoras (que revela que em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa – maior lado – é igual à soma dos quadrados dos catetos – os outros lados que formam 90º).
Pitágoras, que viveu no séc. V a.C., é classificado na história da filosofia como um pré-socrático por também atribuir um princípio que origina toda a realidade. Sua escola desenvolveu uma linha de pensamento que se estendeu de Filolau, Árquitas e Platão até Galileu, Giordano Bruno, Leibniz, Kepler e Newton: a de que a realidade é composta por números.
Para Pitágoras e seus seguidores, a Natureza é constituída de um sistema de relações e proporções matemáticas derivadas da Unidade (que ele concebia como sendo o número 1 e a figura geométrica ponto). Desta, surgia a oposição entre números pares e ímpares que se desdobravam em figuras geométricas como superfície e volume para produzir a realidade visível. As várias combinações entre estes elementos apareciam aos nossos sentidos como qualidades contrárias, como quente-frio, seco-úmido, claro-escuro, duro-mole, etc.
Segundo Pitágoras, o pensamento alcança a realidade em sua estrutura matemática enquanto os sentidos alcançam o modo como esta estrutura aparece para nós. Os pitagóricos foram os primeiros a cultivarem as matemáticas de modo sistemático, notando que todos os fenômenos naturais são traduzíveis por relações numéricas e representáveis de modo matemático. Perceberam também que a música (foi Pitágoras quem descobriu as 7 notas musicais) obedecia leis de harmonia matemática e que também o universo, natural e humano, se submetia a essas leis (cada número representava uma característica ou uma qualidade, como justiça, amor, Deus, etc.).
Hoje, o número é considerado como uma abstração da mente, um ente da razão. Mas para os antigos eles eram a própria coisa, o ser real em sua unidade básica constitutiva, sendo, pois, um princípio originário.
Os ciclos da natureza, das estações do ano e etc. eram também subordinados à lei numérica. A partir disso, Pitágoras foi levado a pensar que a alma também obedece a esses ciclos, criando assim a teoria da reencarnação cíclica, da qual hoje a religião cristã espírita é seguidora, bem como a budista é semelhante. Nelas, a reencarnação é um processo natural que obedece uma ordem cósmica cíclica para expiação (penitência ou castigo) de uma culpa original. Há também a Metempsicose que o Grande Mestre possuía como um dom de transmigração da alma, isto é, poderia concentrar de tal modo o pensamento que a alma sairia do corpo e viajaria a qualquer lugar do universo.
É curioso notar que, apesar do pensamento pitagórico assemelhar-se a uma síntese entre filosofia e religião, a catarse ou purificação das expiações da alma em seus ciclos reencarnatórios era realizada a partir da busca do conhecimento da verdade. Seu misticismo vigora ainda hoje nas seitas espíritas, mas também naquelas que mais problemas criaram à Igreja Católica durante a história: a maçonaria, da qual faziam parte grandes pensadores (como Leonardo Da Vinci) que usavam o conhecimento matemático para descrever e construir a realidade do mundo, mas que permaneciam crentes na Unidade que originava todo o universo, Unidade a qual atribuíram à divindade, sendo, portanto, a clássica categorização de DEUS-UNO (fundamento do monoteísmo, ou seja, que Deus é um só).

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "Pitágoras"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/pitagoras-1.htm

O PERSONALISMO DE EMMANUEL MOUNIER

O PERSONALISMO DE EMMANUEL MOUNIER

Personalismo foi a alternativa de Emmanuel Mounier entre o marxismo e o espiritualismo para enfrentar a crise e o individualismo.

O que foi o Personalismo?
O Personalismo, como movimento intelectual e filosófico, surgiu no contexto histórico pós-crise econômica de 1929 e da ascensão do Nazismo em 1933.
Se o marxismo respondia à crise com a necessidade de mudar as estruturas capitalistas, com a abolição da propriedade privada e com a instituição do Comunismo – a crise era de raiz econômica, portanto –, o espiritualismo respondia à crise com a necessidade de transformar o humano, como forma de transformar a sociedade – a crise era, para os espiritualistas, uma crise de valores.
Esses dois eventos da década de 30 – e também as ditaduras fascistas, Frente Popular, Guerra Civil Espanhola e início da Segunda Guerra Mundial – denunciavam a existência de uma crise mais profunda: o aniquilamento da pessoa humana. Emmanuel Mounier, por essa razão, apontou que a saída da crise deveria ser, a um só tempo, uma revolução econômica e moral (III, 1990, p. 199).
O “Personalismo”, a alternativa apontada por Mounier e desenvolvida em torno da revista Esprit, cuja primeira edição data de 1932, surgiu como uma “atitude civilizadora”, não como ideologia ou como sistema filosófico. Por isso, apresentava métodos de ação para operar as transformações no mundo em um contexto político e social marcado pelo pessimismo. Na revista Esprit, os autores que contribuíam tinham um livre espaço para manifestar seus posicionamentos políticos, como a posição em favor dos republicanos espanhóis e o apoio à liberdade argelina.
No entanto, o próprio Mounier afirmava que o Personalismo era mais do que uma “simples atitude”, era uma filosofia, mesmo que não tivesse um caráter sistemático, como a filosofia hegeliana, por exemplo. Central no pensamento personalista é a noção de “pessoa”, sua liberdade e responsabilidade, seu direito à não objetificação e à inviolabilidade. Também se trata de uma pessoa inserida no mundo – e, por isso, na relação com o “outro” – e na história. Afinado com a preocupação com o comunitário, o Personalismo posiciona-se contra o capitalismo, considerando-o uma subversão da ordem econômica, mas também contra aquilo que se referem como “coletivismo marxista”, que seria a negação da “pessoa”.
“O personalismo e a revolução do século XX”, de Emmanuel Mounier
Para Mounier, em seu ensaio “O personalismo e a revolução do século XX”, o Personalismo deveria desenvolver-se a partir das seguintes “linhas de ação”:
1) Deveria ter independência em relação aos partidos políticos, mas sem assumir uma posição anárquica ou apolítica. Era preciso avaliar as perspectivas e, em caso de ações coletivas que permitissem ao indivíduo determinar sua própria ação, fazer parte do coletivo deveria ser preferível ao isolamento;
2) As atividades e os meios de realização deveriam ser delimitados de forma rigorosa. Apenas afirmar os valores não tem uma força absurda ou mágica;
3) Coerente com a busca por uma perspectiva ampla, afirmada no tópico 1, em cada questão é preciso diferenciar os “dados vis” dos “dados nobres”;
4) Deve-se buscar a liberdade, até mesmo a liberdade em relação aos nossos próprios pensamentos que se mostrem equivocados durante a investigação. Por isso, é preciso libertar-se de doutrinas que guiam a nossa visão, mesmo que isso signifique ter que assumir uma posição diferente da que se tinha assumido até então para permanecer fiel ao próprio espírito;
5) A revolução não leva automaticamente a uma solução da crise. O que solucionaria a crise seria uma completa revisão dos valores, modificação das estruturas da sociedade e renovação das classes dirigentes.
O ser humano entendido como “pessoa”
Para Mounier, entender o ser humano como “pessoa” é entender o “valor absoluto” do humano, ou seja, como finalidade da organização política. Por estar inserida no mundo, a pessoa sofre as ações dos outros e age transformando aquilo que está à sua volta e, por consequência, transformando a si mesma. Considerar a pessoa como um “valor absoluto” significa, para o autor*:
1. Que uma pessoa não pode ser objetificada, ou seja, usada como meio por um grupo ou por outra pessoa. No que se refere ao humano, não existe nada que possa ser considerado “impessoal”, apenas a matéria é impessoal;
2. Como as pessoas não podem ser tratadas como objetos, todos os regimes políticos que tratem as pessoas como tal, negando seu direito à liberdade, são condenáveis;
3. O conjunto de leis, regras e normas ao qual damos o nome de “sociedade” não tem como objetivo tornar as pessoas submissas ou gerir suas vidas;
4. Cada pessoa deve ser livre para construir seu destino.
Importante para compreendermos a noção de “pessoa” e como ela se distingue do individualismo, objeto de crítica do próprio Mounier, é a sua relação com a comunidade: é somente inserido na comunidade que o humano se realiza como tal, pois tudo aquilo que define uma pessoa – sua liberdade de agir, sua responsabilidade, o corpo pelo qual está no mundo e na história, os desejos que manifesta – é construído na relação com os outros. Por isso, a pessoa é fundamentalmente “comunitária”. Assim, também podemos entender que, para Mounier, a política e a sociedade são noções que só podem ser pensadas a partir da noção de “pessoa”.
* Para saber mais sobre isso, procure por: MOUNIER, 1992, p. 209-210.
Fontes:
MOUNIER, E. Obras completas. Traducción de Juan Carlos Vila et al. Salamanca, España: Sígueme, 1992. tomo I.
MOUNIER, E. Obras completas. Traducción de Carlos Díaz et al. Salamanca, España: Sígueme, 1990. tomo III.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SANTOS, Wigvan Junior Pereira dos. "O Personalismo de Emmanuel Mounier"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-personalismo-emmanuel-mounier.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-personalismo-emmanuel-mounier.htm

A homossexualidade no ocidente

A homossexualidade no ocidente: uma perspectiva histórica

A homossexualidade é um fenômeno muito antigo, havendo evidências da mesma tanto na arte pré-histórica quanto na pictografia e nos hieróglifos de culturas da antiguidade. A antropologia tem demonstrado a ocorrência desse fenômeno entre muitos povos e culturas passados e presentes. No entanto, a atitude das diferentes sociedades quanto ao comportamento homossexual não tem sido uniforme, indo desde a tolerância e aceitação até a penalização e a tentativa de supressão.

Os antigos hebreus, egípcios e assírios tinham leis contra as práticas homossexuais. A partir do sexto século antes de Cristo, aumentam as referências à homossexualidade na arte e na literatura da Grécia – na poesia de Safo e Anacreon, na prosa de Platão e nas peças de Ésquilo. Isso não significa que os gregos antigos aceitavam pacificamente tal conduta. Aristóteles, Heródoto, Aristófanes e muitos filósofos cínicos e estóicos posteriores expressaram a sua desaprovação moral de tais práticas. A existência da homossexualidade na antiga sociedade romana é atestada nos escritos de Suetônio, nas sátiras de Juvenal e na poesia de Catulo e Marcial. Como na Grécia antiga, a visibilidade desse comportamento não significava que o mesmo era amplamente aceito pela sociedade.

1. Atitudes da Bíblia e dos primeiros cristãos
As referências bíblicas às práticas homossexuais são pouco numerosas, mas bastante enfáticas. O Antigo Testamento condena a sodomia como algo típico da mentalidade pagã e prescreve punições severas (Lv 18.22; 20.13). No Novo Testamento, os escritos paulinos denunciam o comportamento homossexual masculino e feminino como um estilo de vida conflitante com os valores da fé cristã (Rm 1.26-27; ver também 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10). Todavia, só tardiamente surgiu a noção de que as cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa de práticas homossexuais (Gênesis 19). Seu pecado é descrito de outro modo em Ezequiel 16.49-50. A nova interpretação surgiu nos pseudepígrafos, em Filo e em Josefo, e se refletiu no Novo Testamento (Judas 6-7). Teria contribuído para isso a forte hostilidade contra a cultura grega por parte dos judeus ortodoxos daquela época.

As atitudes dos cristãos em relação a esse assunto foram influenciadas tanto pelas afirmações bíblicas quanto pela lei romana. No Império Romano, o homossexualismo aparentemente era punível sob a obscura lex Scantinia (c. 226 AC), mas o interesse jurídico pela matéria data do terceiro século da era cristã. Nos séculos seguintes surgiram novas leis voltadas para essa questão. Um edito de Teodósio, Arcádio e Valentiniano (ano 390) prescrevia a morte na fogueira para os sodomitas. O imperador Justiniano publicou duas novelas contra o homossexualismo em 538 e 544. Elas são importantes porque pela primeira vez se invoca o episódio de Sodoma e Gomorra e porque o seu objetivo não era tanto punir como levar os ofensores ao arrependimento. As penalidades legais eram reservadas somente para os mais obstinados.

2. Da Idade Média à modernidade
Alusões esparsas na literatura e nos cânones cristãos mostram que a igreja antiga considerava o homossexualismo masculino altamente pecaminoso, mas não como algo merecedor de castigo exemplar. As penalidades variavam de uma penitência de nove anos à excomunhão perpétua. Considerações políticas podem explicar algumas das prescrições mais severas da Espanha visigótica do século sétimo. Os escritos penitenciais apresentam um tratamento abrangente do pecado homossexual. Eles reconhecem as práticas femininas, distinguem entre diferentes atos e tentam adaptar as penitências à suposta gravidade da ofensa. Em geral, a Idade Média considerava a homossexualidade merecedora da atenção da igreja, que impunha penalidades espirituais, mas raramente entregava os ofensores às autoridades civis. Existe pouca reflexão sobre a moralidade do homossexualismo até a discussão dos “pecados contra a natureza” feita por Tomás de Aquino na Suma Teológica (1265-1273).

Entre os anos 1000 e 1500, à medida que se intensificou a urbanização da Europa, aumentaram as evidências de atividade homossexual. Mais ou menos a partir da segunda metade do século 12 surgiu uma hostilidade mais intensa contra esse tipo de conduta, tanto na literatura popular quanto em escritos teológicos e jurídicos.

Alguns estudiosos têm interpretado esse fato no contexto de manifestações mais amplas de intolerância contra certos grupos, como foi o caso das Cruzadas, do anti-semitismo e da Inquisição. Com o advento do Renascimento e mais tarde do Iluminismo, caracterizados pelo seu espírito de contestação dos valores tradicionais e de defesa da liberdade individual, a homossexualidade masculina adquiriu nova visibilidade e relativa aceitação. No entanto, as situações podiam variar grandemente de um país para outro. No século 19, enquanto na França havia tolerância sob o Código de Napoleão, o oposto ocorria na Inglaterra, onde as leis nessa área eram extremamente rigorosas.

3. Desdobramentos contemporâneos
O século 20 constituiu um dramático ponto de transição nessa história turbulenta. Nunca anteriormente tantos homossexuais haviam alcançado tamanho destaque na literatura, nas artes, na política e em outras esferas. Ao mesmo tempo, regimes ditatoriais através da Europa perseguiram duramente os membros desse grupo, como aconteceu na Alemanha nazista e nos países comunistas do Leste Europeu. Esses e outros fatores chamaram a atenção da opinião pública para os integrantes desse segmento social e despertaram crescente simpatia em relação aos mesmos. Por fim, o surgimento de um movimento homossexual organizado e militante nos anos 70 forçou a sociedade e as igrejas a se posicionarem de uma vez por todas quanto a essa questão, o que tem acontecido de modo intensamente conflitivo nas últimas décadas.

A homossexualidade é um tema que interessa vivamente aos cristãos e à igreja por várias razões: é uma situação que afeta profundamente a vida de indivíduos e famílias; é um fenômeno que adquire crescente aceitação e legitimidade na vida moderna, nos aspectos cultural, ético e jurídico; mas principalmente é uma questão explosiva para as próprias igrejas em três áreas – recepção de homossexuais como membros, ordenação de homossexuais ao ministério e união de homossexuais.

A questão também apresenta uma vertente teológica. Pensadores e igrejas de linha liberal tendem a encarar com maior simpatia a causa homossexual e suas reivindicações. Grupos conservadores, tanto católicos quanto protestantes, insistem na incompatibilidade entre a prática do homossexualismo e a ética cristã. Existe até mesmo, em alguns países, o chamado “movimento gay cristão”. Muitos cristãos entendem que a homossexualidade é injustificável, pecaminosa e muitas vezes resultante de uma opção deliberada, consciente. Outros acreditam que é uma doença ou um comportamento geneticamente condicionado. Em ambos os casos deveria ser buscada a cura e a restauração. O grande dilema para muitos cristãos é como, ao mesmo tempo, questionar a homossexualidade como um estilo de vida alternativo e natural, sem rejeitar e desrespeitar as pessoas envolvidas com tal situação.

Perguntas para reflexão:
1. As condenações do homossexualismo contidas na Bíblia são relativamente poucas, mas muito contundentes. O que se pode concluir disto?

2. A homossexualidade é um comportamento natural, mera opção e questão de preferência na área sexual, ou um comportamento condenável como a fé cristã tem entendido historicamente? Por quê?

3. Existe uma diferença entre ter impulsos homossexuais, isto é, sentir atração pelo mesmo sexo, e praticar o homossexualismo?

4. Do ponto de vista da ética cristã, o que se deve esperar de alguém que tenha inclinações homossexuais, mas quer seguir a Cristo?

5. Existe a possibilidade de defender a dignidade da pessoa homossexual sem ao mesmo tempo apoiar ou aprovar a prática do sexo entre iguais? Por quê?

Sugestões bibliográficas:
DALLAS, Joe. A operação do erro: o movimento “gay cristão”. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
DAVIES, Bob; RENTZEL, Lori. Deixando o homossexualismo: uma nova liberdade para homens e mulheres. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

JONES, Peter. A ameaça pagã: velhas heresias para uma nova era. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.

LUTZER, Erwin. Aprenda a viver bem com Deus e com seus impulsos sexuais: como se apropriar da graça e do poder de Deus para vencer as tentações de natureza sexual. Venda Nova, MG: Betânia, 1984.

SANTOS, Valdeci da Silva. Uma perspectiva cristã sobre a homossexualidade. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.

STOTT, John. Grandes questões sobre sexo. Niterói, RJ: Vinde, 1993.

WHITE, R.E.O. Homossexualismo. Em ELWELL, Walter A. (Ed.). Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã. São Paulo: Vida Nova, 1988-1990. Vol. II, p. 270-273.

A ÁRVORE CARTESIANA, OS PRINCÍPIOS METAFÍSICOS E DEUS

A ÁRVORE CARTESIANA, OS PRINCÍPIOS METAFÍSICOS E DEUS

Matemático, físico e filósofo, autor do “Discurso do Método” e das “Meditações Metafísicas”, Descartes elaborou um novo método de conhecimento fundado sobre a razão, a única capaz de permitir ao homem alcançar um conhecimento perfeito das verdades mais elevadas. O famoso “Cogito ergo sum” (Penso, logo existo!) faz do pensamento o princípio da existência.
Tendo feito seus estudos clássicos com os jesuítas de La Fléche, Descartes logo se interessou pelas matemáticas como se fossem a causa da certeza e da evidência de suas razões. O sistema que elaborou é marcado pelo rigor. No prefácio dos Princípios da Filosofia, ele define o conhecimento (a Filosofia) semelhante a uma árvore. As raízes são constituídas pela Metafísica, indicando que todo saber do sistema se apoia sobre a existência de Deus, considerado como o revelador e criador das verdades. É, portanto, de Deus que o homem deve deduzir as regras indispensáveis para compreender o mundo. Nessa perspectiva, a Física é a aplicação dessa concepção de conhecimento, formando o tronco da árvore. E, enfim, os galhos são constituídos pelas outras ciências (Medicina, Mecânica) e a moral, que surgem como os resultados da pesquisa, sobre a qual o próprio Descartes esboça grandes tratados.
O método cartesiano resultante dessa concepção toma como ponto de partida a solução da “tábula rasa” que consiste em negar toda existência, todo dado. Mas negar supõe em si a existência de um pensamento, já que é preciso pensar para negar, evidenciando, assim, a existência de uma razão. Essa razão é suscetível de conhecer a verdade, porque Deus existe, ao mesmo tempo tendo criado o mundo e a ferramenta necessária para conhecê-lo. Essa ferramenta é o espírito humano.
Mas o homem é falível e para usar corretamente o método é preciso utilizar alguns princípios comuns. São eles:
- Saber que o bom senso é a coisa mais bem partilhada do mundo, como potência de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso. É a isto que denominamos bom senso ou Razão e que é igual em todos os homens;
- Necessidade de um método: não é o bastante ter o espírito bom, mas o principal é aplicá-lo bem. As grandes almas são capazes dos maiores vícios, bem como das maiores virtudes;
- Probidade intelectual: jamais receber alguma coisa por verdadeira sem que a tenha conhecido evidentemente, isto é, evitar a precipitação e a prevenção;
- Lealdade política e moderação: a primeira regra é obedecer às leis e aos costumes de meu país, observando constantemente a religião na qual Deus deu ao homem a graça de ser instruído desde a infância, devendo se autogovernar seguindo as opiniões mais moderadas e distantes dos excessos;
- Aceitação estoica do mundo: cuidar sempre de superar a si mesmo ao invés de querer mudar os outros;
- Primazia do pensamento e limite do ceticismo: notando que o Cogito é tão firme e seguro que nenhuma suposição extravagante dos céticos seria capaz de enfraquecê-lo, deve-se tê-lo pelo primeiro princípio da Filosofia.
Assim, ao compreender a realidade de forma evidente e, por isso, racional, pensada, podemos utilizar os princípios do método filosófico a fim de conservar nossa saúde, gerir melhor os negócios e também nos tornarmos melhores a nós próprios, afastando-nos da superstição e da presunção sem que com isso caiamos no ceticismo absoluto. Deus é, em última instância, a verdade que garante ao sujeito o poder de conhecer.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "A árvore cartesiana, os princípios metafísicos e Deus"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-arvore-cartesiana-os-principios-metafisicos-deus.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2017

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-arvore-cartesiana-os-principios-metafisicos-deus.htm

A FACULDADE DE JULGAR EM KANT

A FACULDADE DE JULGAR EM KANT

A Estética kantiana é pensada não mais como uma dimensão objetiva do mundo e sim como uma dimensão mental, subjetiva. Isto quer dizer que a reflexão sobre a estética está voltada para as condições de receptibilidade a prazer do sujeito, também chamada de estado mental ou de conhecimento em geral.
Conhecimento em geral porque, muito embora na sua Estética Transcendental (Crítica da Razão Pura), que determina as formas de receptibilidade das sensações (espaço e tempo), essa se refira somente a um conhecimento específico ou particular, relacionado ao modo como o sujeito é afetado subjetivamente, não consegue esgotar o problema do prazer (sentimento) que acompanha a intuição.
Este prazer, para Kant, não tem nada a ver com o conhecimento que aquela faculdade (de conhecer) determina e por isso foi tratado separadamente. Este prazer se refere ao sujeito, à sua sensibilidade ou receptibilidade ao experimentá-lo e é expresso no predicado Beleza. Por exemplo, ao observar o céu estrelado acima de nós, temos a sensação objetiva (vemos algo), estudada na faculdade de conhecer (ciência) e também temos um sentimento de prazer (subjetivo) ao ver a Beleza do céu (objetivo), contemplando sua harmonia, sua ordem, como se tivesse sido feito por Deus, o artista da natureza, estudada na faculdade de julgar estética.
Entretanto, a partir do dado empírico, esta sensação é desinteressada do objeto (ou seja, não se refere a ele, mas ao sentimento do sujeito vinculado a essa experiência), numa tentativa de contemplação pura (isto porque Kant é o filósofo da possibilidade e postula tal concepção), de prazer puro. E Kant vai ainda mais longe: pressupõe que tal estado mental é relacionado à comunicabilidade, pretendendo o caráter de universalidade. Se os homens se colocarem em um mesmo estado de receptibilidade (ou seja, se colocarem no lugar do outro), sentirão o mesmo prazer. Porém, em uma universalidade subjetiva, porque não há uma intuição aplicada a um conceito.
Percebe-se, dessa forma, a construção do sistema kantiano de uma unidade da razão, unidade harmônica, pois a faculdade de julgar estética fornece princípios a priori para as faculdades de conhecer e de apetecer, mantendo-se como ordenadora do embate entre essas duas faculdades (o famoso livre jogo das faculdades). Assim, conhecer e agir, objetivamente, depende do modo como fomos afetados e concebemos a beleza do mundo subjetivamente, proporcionando um estado de consciência sempre em conflito entre as faculdades, mas com a possibilidade do equilíbrio entre elas. O livre jogo entre as faculdades, por si só, é prazeroso, isto é, o sentimento informa a harmonia e o equilíbrio entre essas funções cognitivas e isso pode ser pressuposto em todos os homens.
Portanto, segundo Kant, o gosto é sim universal, e o homem (ser entre o animal e Deus) deve, através da educação dos instintos, aprimorar a sua receptibilidade ao verdadeiro prazer, intelectual, entendido como o saber e a ação cada vez mais universais. Aprimorar os sentimentos significa o aprimoramento da razão e, portanto, do próprio homem.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "A faculdade de julgar em Kant"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-faculdade-julgar-kant.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2017.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-faculdade-julgar-kant.htm

Fundamentos Bíblicos e Teológicos do Pecado...

Fundamentos Bíblicos e Teológicos do Pecado: uma perspectiva pentecostal


De acordo com João Bunyan, O Peregrino, quando a alma é afetada pelo pecado, imediatamente é conduzida ao Lodaçal do Desespero. Nesse lugar o pecador é despertado acerca de sua condição de perdição e, em sua alma, surgem muitos temores e dúvidas, além de apreensões desencorajadoras. Todavia, apesar dos males ocasionados pelo pecado, a humanidade nunca o refreou. Horácio, poeta latino, afirmou: audax omnia perpeti Gens humana ruit per vetitum nefas; isto é, “a presunçosa raça humana obstinadamente se atira aos atos proibidos da iniquidade”. E podemos acrescentar ao imortal poeta, “e que dela luta inutilmente para sair, sem a ajuda do evangelho de Cristo”.
Nós pentecostais reafirmamos a doutrina do pecado em sua dimensão bíblica, teológica, social e religiosa nos dias contemporâneos. Nossos convertidos são orientados a se afastarem do pecado e do mundanismo. Quem deseja ser um verdadeiro servo de nosso Senhor Jesus Cristo e servi-lo nas igrejas Assembleias de Deus, deve afastar-se do pecado, pois afirmamos o dever de viver vida santa e ilibada diante de Deus.
Quando eu era criança, a noção de pecado confundia-se com os costumes preservados pela tradição pentecostal clássica; existia uma dicotomia ou dualismo entre vida secular e vida religiosa. Entre nós assembleianos já foi pecado usar rádio, ver televisão (algumas comunidades assembleianas ainda conservam essa tradição), entre outros costumes. Apesar de tudo, os assembleianos, nós sempre afirmamos a doutrina do pecado e a necessidade da regeneração do homem pecador através do sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo.
Assim, para repensarmos a doutrina pentecostal a respeito do pecado, sugiro algumas trilhas para o desenvolvimente de uma reflexão teológica fundamentada na Bíblia. Nessa seção, estudaremos os termos teológicos para pecado no Antigo Testamento. Posteriormente, pesquisaremos os vocábulos gregos do Novo Testamento. E depois faremos uma reflexão sobre os conceitos de pecado na história das Assembleias de Deus no Brasil. Apenas para reafirmar, a doutrina pentecostal concernente ao pecado sempre foi e será fundamentada nas Sagradas Escrituras, nossa regra de fé, doutrina e prática (repensaremos essa frase noutra ocasião).
Definição Etimológica
O vocábulo “hamartiologia” é um termo teológico composto por duas palavras gregas: “hamartia” que significa “pecado” e “logia”, cujo significado básico é “estudo ou tratado”. O termo “hamartia” ocorre cerca de 173 vezes nas escrituras neotestamentárias. O sentido global de pecado (hamartia) só pode ser perfeitamente definido em sua complexidade, entendendo as palavras sinônimas, cognatas ou derivadas da mesma, tais como: “adikia, parabasis, anomia”, etc. Desta forma, poderíamos interpretar “hamartia” não apenas como “pecado” ou “errar o alvo” (hamartanō), mas como transgressões contra a moralidade, as leis, os homens e Deus.
Fundamentalmente na Antiga Aliança, o hebraico designa o termo “chata'”, que é interpretado como “lapso, pecado, errar o alvo” ou “‘awon”, isto é “culpa”, como desvio consciente do caminho certo. O termo sugere a concepção de que o alvo divino para o homem é o de viver em feliz comunhão com Deus e, quando ele desobedece à vontade do Senhor, perde o alvo preceituado para ele.
Definição Corrente
Hamartiologia é a disciplina da Teologia Sistemática que se ocupa do estudo da origem, natureza e efeitos do pecado sobre o homem. Refere-se também aos conceitos teóricos a respeito do pecado, isto é, as várias correntes teológicas a respeito da doutrina. Neste aspecto, a hamartiologia não estuda apenas a doutrina, mas também os efeitos do pecado na sociedade e na igreja, em seu aspecto passado, presente e escatológico.
Definição Conceitual
O pecado é qualquer falta de conformidade com Deus, ou qualquer transgressão da lei de Deus, dada como regra à criatura racional. Isto posto, o pecado tanto é um ato como uma condição. O pecado é o “estado” dos homens sem regeneração, que se manifesta na forma de numerosos e perversos atos. Assim, o pecado pode manifestar-se como:
Impiedade: Impiedade (no grego “asebeia” - 2 Pe 2.6), consiste na oposição a Deus e a seus princípios, em autêntica rebelião de alma. Ser ímpio significa se contrário a Deus e a seus mandamentos; é viver como se Deus não existisse.
Transgressão: Transgressão (no grego “parabasis”), literalmente significa “ir além de um limite estabelecido”. Consiste na violação de princípios piedosos reconhecidos, que conduzem o indivíduo à quebra da lei (paranomia) afastando-o da lei moral (Mt 6.14; Tg 2.11; At 23.3; 2 Pe 2.16). O termo “parabasis” (transgressão) relaciona-se diretamente com o termo grego paraptōma, isto é, passos em falso, ou desviamos pela tangente, apesar de estarmos instruídos o bastante para não fazê-lo. Assim, trangredir é ultrapassar os "limites" estabelecidos na lei de Deus.
Se o pecado é definido como transgressão às leis divinas, então é necessário que a igreja defina coerentemente o que é doutrina, norma ou lei divina para os dias hodiernos. Muitas pessoas cometem faltas contra a tradição religiosa, mas não contra a lei de Deus. E, infelizmente, assim como ocorreu no passado da religião judaica do Novo Testamento, para alguns zelosos, é mais grave transgredir a tradição do que o mandamento divino. Qual a vontade de Deus para o homem moderno? Quais costumes sociais enquadram-se na definição bíblica de Pecado? Quais os limites da ludicidade, se para alguns o lazer é pecado? O que Deus permite ou proibe com base nas Santas Escrituras? Essas perguntas precisam ser respondidas pelas Assembleias de Deus. Se pecado é transgredir, o que se transgride na concepção teológica e doutrinária?
Conotações no Hebraico
Chata’: “errar o alvo, pecado, oferta pelo pecado”: É a palavra mais singular para definir o pecado na terminologia hebraica (Jz 20.16; Pv 19.2). O verbo é usado mais de duzentas vezes, e as formas do substantivo, cento e noventa e oito vezes no Antigo Testamento. A concepção de “alvo” sugere um “padrão objetivo”. Entre os guerreiros de Benjamin havia homens que podiam “dar tiros de funda num cabelo sem errar” (Jz 20.16). Assim, usa-se a palavra no sentido de perder uma coisa de valor, ou falhar na responsabilidade de alcançar um alvo importante. O termo é usado para demonstrar tanto a disposição de pecar, como o ato resultante (Gn 4.7; Sl 1.1; 51.4; 103.10). Aplica-se:
a) - À perda de alguma coisa de valor - quem perder (pecar contra) a sabedoria, faz violência a si mesmo (Pv 8.36);
b) - Designa, frequentemente, o mal praticado contra o próximo (2 Sm 19.20; 1 Rs 8.31);
c) - O pecado contra o concerto (Êx 32.30-33);
d) - Em Jó 1.5 a palavra refere-se ao pecado íntimo, nos pensamentos do coração;
e) - Referência aos pecados voluntários ou deliberados (Êx 10.17; Dt 9.18; Sl 25.7).
Chata' é o termo geral para designar as várias formas de pecado no Antigo Testamento. Pressupõe que o homem "erra o alvo" contra o próximo, Deus e a si mesmo.
Pasha': “rebelar-se” ou “revoltar-se”: O pecado, no sentido mais profundo da palavra, é representado pelo verbo “pasha'” e o substantivo “pesha'”. O verbo significa “rebelar-se ou revoltar-se”. É usado em 1 Reis para referir-se à rebeldia contra a casa de Davi (Is 1.2; Os 8.1). As palavras transgredir e transgressão não traduzem adequadamente as palavras hebraicas (Am 3.14; Mq 1.5; Êx 34.7; Ez 21.29; Sl 32.5; Dn 9.24). “Pasha'” mostra que o pecado, na sua essência, é mais do que violação de mandamentos e proibições. Em última análise, o pecado é uma revolta da vontade do homem contra a vontade de Deus.
Rasha': “ímpio”: O verbo “rasha'” significa ser provado, ímpio, culpado, pecaminoso e descreve o caráter formado pela prática do pecado (Sl 1.1; Is 3.11). A palavra é mencionada cerca de duzentos e sessenta e uma vezes e a famosa tradução dos setenta (LXX) a traduz por irreligioso, perverso, transgressor e, geralmente, indica a mudança no estado moral ou religioso do homem. O termo é usado frequentemente como sinônimo de palavras que significam enganar, defraudar, trair (Jr 12.1).
‘Awon: “iniquidade”: O termo hebraico “'awōn” deriva-se da raiz “‘awah”, que provém da ideia de torcido ou pervertido (Gn 19.15; Sl 31.10; Zc 3.9). O termo é usado cerca de duzentos e trinta e uma vezes sempre no sentido de torcer, perverter, desviar, ficar culpado de perversidade, designando um pecado de má intenção. Muitas vezes a palavra significa culpa, ou da iniquidade cometida, ou da natureza perversa que pratica a iniquidade. A palavra é usada em alguns paralelismos como sinônimo de “chata'” (Is 5.18).
Nabhel: “pingar ou secar”: Significa pingar ou secar; origina ser o pecador seco, insensível (Sl 14.1; 53.1; Is 32.6; Sl 74.18; Dt 32.6,21).
Tame’: “ser impuro”: O termo hebraico “tame’” significa mergulhar, estar imerso com o sentido de ser manchado ou poluído, como resultado da imersão: “... sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios...” (Is 6.5; Nm 5.13-29; Jr 2.23; Sl 106.39; Os 5.3; 6.10; Ez 22.3-5).
Ma'al: “transgredir”: O termo "ma'al" envolve infidelidade e traição, ou o ato de ser culpado, de quebrar uma promessa ou não cumprir a palavra. Deus dotou o homem com um alto privilégio e uma solene responsabilidade, mas ele foi infiel e desleal ao propósito divino. Às vezes, significa que o homem planeja a traição ou a quebra de sua palavra contra Deus e sua elevada vocação. Geralmente é traduzido como transgredir ou prevaricar (Lv 16.16,21; 26.40; Nm 5.6; 31.16; Dt 32.51; 2 Cr 26.18; 29.6).
To'ebhah: “coisa abominável”: O termo hebraico “to'ebhah” designa especialmente os pecados repugnantes para Deus, ou chamados de abominação, aquilo que é detestável, ofensivo. Aplica-se geralmente:
a) Aos ímpios (Pv 29.7): Na literatura sapiencial, o termo ímpio (rasha’), e seus cognatos (prepotente, perverso, zombador e estulto), designam o mesmo tipo de homem. Pessoas ímpias ou perversas eram culpadas da violação dos direitos sociais de outros, pois foram violentas, opressoras, avarentas, envolvidas em tramar contra os pobres e apanhá-los em armadilhas, e com disposição de até mesmo assassinar a fim de atingir seus objetivos. Eram desonestas em seus negócios e nos tribunais; enriqueciam por meio de opressão e toda espécie de práticas fraudulentas. Geralmente, o ímpio é perfilado como alguém que odeia o Senhor (Êx 2.13; Nm 35.31; 2 Sm 4.11; 2 Cr 19.2). Malaquias 3.18 ressalta que uma das principais características do ímpio é recusar-se à servir ao Senhor. O ímpio se esquece de Deus (Jó 8.13); despreza-O (Sl 10.3); provoca-O (Is 5.12), age como se Deus não existisse (Sl 10.4;14.1; 53.2), como se Deus não fosse vivo (Sf 1.12 cf. Jó 22.17) e não visse nada (Sl 94.7 cf Jó 22.13s); ele acha que não vale a pena servir a Deus (Ml 3.14s). O ímpio peca por fraude, injustiça, mentira, opressão, soberba, avareza, embriaguez e luxúria, pecados estes censurados, sobretudo, pela literatura sapiencial (Sl 10.2-11; 36.2-5; 73.6-9;94.3-7; Jó 24.2-4). A impiedade praticada pelo ímpio não ficará sem castigo. Várias vezes são afirmadas o pensamento de que a impiedade traz a sua punição em si mesma: “Ai do ímpio, porque nada lhe correrá bem; ele receberá segundo as obras de sua mão” (Is 3.11). “Comerá do fruto da sua maldade fartar-se-á da própria impiedade” (Pv 1.31,32; 5.22s; 11.27; 14.32; Sl 37.14). Em o Novo Testamento a mesma gama de ideias do Antigo Testamento é repetida (Rm 11.26 cf Is 59.20; 2 Tm 2.16 ; Tt 1.12; Rm 4.5; 2 Pe 2.5). Todos os pecadores, segundo a epístola de Judas, podem ser chamados de ímpios.

b) À idolatria (Dt 7.25,26; Jr 16.18; Ez 5.11; 7.20; 2 Cr 15.8):Idólatra é o adorador de ídolos, e o culto que lhes é prestado é chamado idolatria. No período pré-mosaico, a idolatria já era um costume dos povos. O Decálogo proíbe explicitamente a idolatria no primeiro e segundo mandamentos (Êx 20.3-5). Em Deuteronômio 4.15-28, no caso de transgressão nacional, está determinado o castigo para os idólatras. A idolatria é pecado porque priva a Deus de um direito que lhe é próprio - o culto e a adoração - daí ser considerada “coisa abominável”. Ezequiel denuncia a idolatria como infidelidade e prostituição (16.36; 37.23) e, segundo o mesmo profeta, Jerusalém foi destruída devido a sua idolatria (33.25; 36.18,25), provavelmente para cumprir-se Êxodo 22.20 e Deuteronômio 13.12-16.

Vários termos hebraicos definem o vocábulo português “ídolo”. Os vocábulos usados para indicar a representação física destes é “tselem” (imagem), “pesel” (imagem esculpida), “massekhah” (imagem fundida). Outras palavras, porém, representam a inutilidade dos ídolos, a saber:
1) -“Gillulim”: É traduzido por ídolos, imagens, significa literalmente tora, bloco, ou coisa sem forma, pois o propósito fundamental é demonstrar a inutilidade desses deuses e polemizar contra as nações pagãs. A obra alemã, O Léxico de Koehler e Baumgartner, sugere que o termo é uma palavra pejorativa pela qual chamavam-se os ídolos de bolotas de excremento. Quem usa frequentemente este termo é o profeta Ezequiel (38 das 47 vezes em que o vocábulo aparece na Bíblia).

2) – “teraphim”: Este termo é um substantivo plural, aparentemente com o sentido de “coisa vergonhosa”; é termo empregado para designar os ídolos domésticos. Os “Terafins” eram ídolos pagãos do lar, e são mencionados no relato do furto domiciliar feito por Raquel contra seu pai Labão, em Gênesis 31.19-23. Este texto, durante um longo período, foi alvo de dúvidas entre os intérpretes e até mesmo céticos atacaram as Escrituras baseando-se na falta de comprovação histórica desse evento. Procurava-se descobrir porque Labão esforçou-se tanto para recuperar as imagens que poderiam se substituídas facilmente nas lojas dos fabricantes locais de imagens. Entretanto, a pá dos arqueólogos está a serviço da Bíblia! Sabe-se, atualmente, pelos tabletes de Nuzi, que aquele que possuía um “teraphim” ou imagem doméstica, poderia reclamar para si, legalmente, as propriedades do sogro e a liderança da família.

O Antigo Testamento ainda usa os termos “mipheletseth”, (coisa horrorosa), “’elil”, (coisa vazia ou sem sentido), e “‘awen”, (coisa pecaminosa). Outro termo judaico para ídolo ou “coisa abominável” é “shiqquts”. Este substantivo é empregado em contextos de práticas idólatras, referindo-se tanto aos próprios ídolos (como coisas abomináveis e detestáveis aos olhos de Deus), quanto a algo associado ao ritual idólatra. Em geral, os ídolos são chamados de abominação. Não somente os ídolos são uma abominação, mas também aqueles que os adoravam “se tornaram abomináveis como aquilo que amaram” (Os 9.10), pois se identificaram com os ídolos.
Antioco Epifâneo, conforme profetizado em Dn 11.31, que é um tipo do Anticristo, edificou no templo de Jerusalém um altar a Zeus junto com uma imagem deste deus, e sacrificou porcos no altar do sacrifício. Isto é chamado de “abominação desoladora”, ou seja, uma profanação do altar e que destrói o seu verdadeiro propósito. De igual modo o Anticristo estabelecerá uma abominação no santuário, uma adoração demoníaca e falsificada (Dn 9.27; 12.11).
É importante reconhecer que, por meio do uso de palavras muito pesadas como “to’ebhah, shiqquts” e outras, Deus deseja que o seu povo reconheça a tremenda seriedade e impiedade desses pecados, por mais atraente e popular que eles sejam. O povo de Deus precisa encarar o pecado a partir da perspectiva divina e não o contrário (Dt 7.26).

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