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Escola Bíblica Discipuladora - 3º Trimestre 2018 - Lição 12

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Shockwave 2018 - Una-se em oração aos jovens da Igreja Perseguida

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Período Helênico

Período Helênico







Designa-se por período helenístico o período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi à concretização de um ideal de Alexandre: 
o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava. As consequências foram percebidas por homens como Diógenes o Cínico, Zenão de Citio, Epicuro e Pirro. 
Foram homens que perceberam os problemas por assim dizer das sociedades da época, cujo feito por Alexandre foi de torná-las Cosmopolita. O problema filosófico foi o da busca da felicidade e o desapego as coisas materiais.
estoicismo é uma doutrina filosófica fundada por Zenão de Cítio, que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino. O estoicismo propõe viver de acordo com a lei da natureza e aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é externo ao ser. O homem sábio obedece à lei natural reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e propósito do universo, devendo assim manter a serenidade perante as tragédias e coisas boas.
Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C. Epicuro acreditava que o maior bem era a procura de prazeres modestos de forma a atingir um estado de tranquilidade (ataraxia) e de libertação do medo, assim como a ausência de sofrimento corporal através do conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. A combinação desses dois estados constituiria a felicidade na sua forma mais elevada. Embora o epicurismo seja doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo (já que declara o prazer como o único valor intrínseco), a sua concepção da ausência de dor como o maior prazer e a sua apologia da vida simples tornam-no diferente do que vulgarmente se chama “hedonismo” (prazer como bem supremo).
Epicuro também trabalhou na perspectiva atomista da qual os seres e coisas no mundo são átomos.
Ceticismo filosófico originou-se a partir da filosofia grega. Uma de suas primeiras propostas foi feita por Pirro de Élis (360-275 a.C.), que viajou até a Índia numa das campanhas de Alexandre, o Grande para aprofundar seus estudos, e propôs a adoção do ceticismo "prático".
Esta escola que questiona as bases do conhecimento metafísico, científico, moral e, especialmente, religioso. Nega a possibilidade de se conhecer com certeza qualquer verdade e recusa toda afirmação dogmática - aquela que é aceita como verdadeira, sem provas. Para os céticos, uma afirmação para ser provada exige outra, que requer outra, até o infinito. O conhecimento, para eles, é relativo: depende da natureza do sujeito e das condições do objeto por ele estudado. Costumes, leis e opiniões variam segundo a sociedade e o período histórico, tornando impossível chegar a conceitos de real e irreal, de correto e incorreto. Condições como juventude ou velhice, saúde ou doença, lucidez ou embriaguez influenciam o julgamento e, consequentemente, o conhecimento.
Cinismo foi uma corrente filosófica fundada por um discípulo de Sócrates, chamado Antístenes, e cujo maior nome foi Diógenes por volta de 400 a.C., que pregava essencialmente o desapego aos bens materiais e externos. A origem do termo, porém, é incerta: Alguns autores afirmam que o nome originou-se do local onde Antístenes teria fundado sua Escola, o Ginásio Cinosarge, ao passo que outros afirmam ser um termo derivado da palavra grega para cachorro: kynós, numa analogia com o fato de os cínicos pregarem uma vida como a dos cães, na ótica das pessoas contemporâneas.
Ao contrário da interpretação moderna e vulgar da palavra para o cinismo, o objetivo essencial da vida era a conquista da virtude moral, que somente seria obtida eliminando-se da vontade todo o supérfluo, tudo aquilo que fosse exterior. Defendiam um retorno à vida da natureza, errante e instintiva, como a dos cães. Afirmavam que dispunha o homem de tudo que necessitava para viver, independente dos bens materiais. A isto chamavam de Autarcia (ou a variante, Autarquia) - condição de autossuficiência do sábio, a quem basta ser virtuoso para ser feliz.
Os Cínicos desacreditam nas conquistas da civilização, e suas estruturas jurídicas, religiosas e sociais - elas não trariam qualquer benefício ao homem. Sendo autossuficiente, tudo aquilo que naturalmente não é dado ao homem pelo nascimento (como o instinto), não pode servir de base para a conceituação da ética. Este pensamento pode ser encontrado no mito do "bom selvagem", de Rousseau.
Deixando de lado um pouco do Helenismo, não podemos nos esquecer de que o pensamento Ocidental se deu principalmente por causa dos filósofos chamados de Pré-Socráticos. Embora alguns tenham sido contemporâneo de Sócrates, o que vai diferenciar lhes é a concepção filosófica a respeito do mundo. Pitágoras argumentava que tudo era numero, o universo é constituído de números. Os pitagóricos estudaram e demonstraram várias propriedades dos números figurados. Entre estes o mais importante era o número triangular 10, chamado pelos pitagóricos de tetraktys, tétrada em português. Este número era visto como um número místico uma vez que continha os quatro elementos fogo, água, ar e terra: 10=1 + 2 + 3 + 4, e servia de representação para a completude do todo.
A tétrada, que os pitagóricos desenhavam com um α em cima, dois abaixo deste, depois três e por fim quatro na base era um dos símbolos principais do seu conhecimento avançado das realidades teóricas. Representação toda perfeita em si de qualquer um dos lados que se observe.
A fama de Demócrito decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria atômica ou do atomismo. De acordo com essa teoria, tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis chamados átomos (do grego, "a", negação e "tomo", divisível. Átomo= indivisível). Não há certeza se a teoria foi concebida por ele ou por seu mestre Leucipo, e a ligação estreita entre ambos dificulta a identificação do que foi pensado por um ou por outro. Todavia, parece não haver dúvidas de ter sido Demócrito quem de fato sistematizou o pensamento e a teoria atomista. Demócrito avançou também o conceito de um universo infinito, onde existem muitos outros mundos como o nosso.

Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://www.algosobre.com.br

Período Socrático

Período Socrático

Na história da filosofia, Sócrates serve como o divisor do pensamento, com ele as questões da natureza e principio das coisas, mudam para a questão do indivíduo, ou seja, o ser da polis.
Ateniense, Sócrates nasceu por volta do ano 470 a.C. Filho de pais humildes dedicou-se ao estudo da filosofia e à meditação, mesmo sem qualquer recompensa financeira.
Mas é difícil falar sobre Sócrates, não há registro de suas obras. Não escreveu nada sobre suas ideias, tudo que se sabe sobre seu pensamento foi transmitido pelos seus discípulos Platão e Xenofonte. Platão foi o responsável por disseminar a imagem de Sócrates como sendo um homem que andava pelas ruas e praças de Atenas, perguntando a cada um sobre ideias e valores que os gregos acreditavam e julgavam conhecer.
Socrátes
Sócrates é conhecido por ter se rebelado contra os sofistas, dizendo que esses não eram filósofos. Acusou-os de corromper o espírito dos jovens, ao fazer o erro e a mentira valerem tanto quanto a verdade. Os sofistas vendiam suas habilidades de oratória para os cidadãos. Defendiam a opinião de quem pagasse melhor, introduzindo a ideia de que a verdade nasce do consenso entre os homens.

O filósofo também teceu severas críticas à forma como a democracia ateniense implantada, bem como a aspectos da cultura grega, crenças religiosas e costumes. Passaram a ver o filósofo como uma ameaça ao funcionamento da sociedade grega vigente na época. Os jovens, por outro lado, passaram a seguir Sócrates, constituindo um grupo de discípulos. Não demorou muito para que Sócrates fosse acusado de subversão da ordem, corrupção da juventude e um profanador das crenças gregas. Foi condenado a beber veneno e ficou preso por cerca de um mês, até sua morte, em 399 a.C.

Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://www.algosobre.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

As Ferramentas de Interação do Ambiente Virtual de Aprendizagem: Instrumentos que Viabilizam as Inter-Relações entre Professores e Alunos

As Ferramentas de Interação do Ambiente Virtual de Aprendizagem: Instrumentos que Viabilizam as Inter-Relações entre Professores e Alunos

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RESUMO
A inter-relação entre alunos e professores no ensino a distância é um fator muito importante no processo de ensino-aprendizagem e as ferramentas de interação devem viabilizar o desenvolvimento desse processo. Realizamos neste estudo uma pesquisa descritiva qualitativa onde procuramos identificar quais são as ferramentas de interação existentes no ambiente Moodle, considerando a relação professor x aluno. Verificamos também as potencialidades de utilização destas ferramentas em propostas pedagógicas indicadas pelo próprio sistema Moodle e novas potencialidades, desenvolvidas por usuários destas ferramentas no Moodle. Percebemos que existem diversas ferramentas a serem utilizadas de forma interativa e que o seu uso pode variar de acordo com a sua função na proposta pedagógica do curso. Além disso, identificamos ferramentas da Web 2.0 que podem ser utilizadas em conjunto com as ferramentas formais do Moodle. Estas ferramentas promovem maior envolvimento e interação entre os alunos, professores e o curso. 
PALAVRAS-CHAVE: 1 Inter-Relação 2 Ferramentas de Interação  3. Moodle  4. Planejamento Pedagógico.
INTRODUÇÃO
A interação no processo educacional é fundamental para propiciar o desenvolvimento da aprendizagem do aluno. Pois nas interações com o conteúdo didático, com os colegas de turma e com os docentes do curso que se promove a construção do conhecimento discente.  O que fomenta o desenvolvimento do conhecimento individual de cada participante é a orientação dada por seu professor, para que possa assimilar as informações de forma estruturada e contextualizada, além da troca de experiências entre os colegas de turma sobre estas informações/conhecimentos.
Este estudo qualitativo e descritivo tem por objetivo identificar as ferramentas utilizadas em ambientes virtuais de aprendizagem, mais propriamente no ambiente Moodle, que viabilizam a inter-relação entre professores e alunos no Ensino à Distância e quais as potencialidades destas ferramentas no desenvolvimento deste processo interativo que leva à aprendizagem.
Percebemos que a utilização das ferramentas interativas do Moodle ainda estão restritas aos seus conceitos primários. Sabemos que existem potencialidades pedagógicas a serem exploradas na utilização destas ferramentas. Além de identificar as ferramentas de interação e suas definições de utilização indicadas pelo sistema Moodle, pretendemos verificar outras potencialidades desenvolvidas pelos usuários destas ferramentas. 
1. O AVA E SUAS INTERFACES DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Os ambientes virtuais de aprendizagem contam com várias ferramentas tecnológicas que permitem a organização de um curso, desde sua concepção. Possibilitando além do gerenciamento das informações concebidas por ele, promover as interações necessárias entre os agentes que promoverão o ensino e aprendizagem.  Segundo Almeida (2003, p. 331) os ambientes virtuais de aprendizagem são
sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos.
Estes ambientes são utilizados para viabilizar a construção do conhecimento em cursos de educação à distancia, contudo é importante atentar para a aplicabilidade de suas ferramentas, considerando a essência da proposta educacional que forma o aluno para a vida, uma formação integral. Nas palavras de Moran Costas (2013, p.21) “Na educação, o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão da totalidade”.
Contudo, Moran Costas (2013, p.22) adverte que para ensinar é preciso que o aluno esteja disposto e apto a aprender: “Ensinar depende também do aluno querer aprender e estar apto a aprender em determinado nível (depende da maturidade, da motivação e da competência adquiridas)”.
A construção do conhecimento do aluno se dá na interação com a informação, o conteúdo a ser estudado, e na interação com seus pares, professores e colegas de turma. Prado apud Piaget (s.d.) afirma que é necessário haver várias situações de aprendizagem, nas informações trabalhadas com os alunos, que o levam a um processo contínuo de (re) construção do conhecimento. Moran Costas (2013, p.29) completa dizendo que “Aprendemos mais quando estabelecemos pontes entre a reflexão e a ação, entre a experiência e a conceituação, entre a teoria e a prática”.
As ferramentas de interação dos ambientes virtuais de aprendizagem são muito importantes neste processo da construção do conhecimento, mas para que sejam realmente eficazes no processo de ensino e aprendizagem, os professores devem utilizá-las de forma pedagogicamente adequada e contextualizada aos propósitos de formação do curso. Prado (s.d., p.3) explica que
O uso que se faz destas ferramentas depende do objetivo do professor e das características dos participantes (necessidades e/ou interesses). Embora estas ferramentas sejam de extrema importância, cabe ao professor dar vida, ou seja, dinamizar o seu uso com os alunos.
De acordo com o pensamento de Moran Costas (2013) a educação precisa ser mais contextualizada, próxima à vivência dos alunos, trazendo um autoconhecimento da sua vida e do seu ‘mundo’. Deve promover dinâmicas mais participativas que levam os alunos a aprender a colaborar por meio de trabalhos em grupo e também a se comunicar por meio de projetos teatrais, mídias áudio visuais entre outras. O autor salienta que a tecnologia é apenas um meio para auxiliar o processo de ensino e aprendizagem. Contudo, o professor competente e comprometido pode viabilizar o sucesso deste processo, promovendo uma comunicação autêntica e estabelecendo relações de confiança com seus alunos.
Para Andrade e Santos (2010), a interação nos ambientes virtuais será intensificada, somente se, os professores e alunos utilizarem as ferramentas interativas síncronas e assíncronas de forma significativa no processo de ensino aprendizagem e em sua inter-relação para o desenvolvimento acadêmico. E, estas ferramentas devem ser utilizadas de forma intencional pelos participantes do curso, sempre visando a melhor forma de atingir o objetivo de aprendizagem.
De acordo com Freire (2006) neste processo de ensino e aprendizagem com mediação das TICs, é necessário considerar que o conhecimento deve ser construído entre professores e alunos. Para que isso ocorra, o professor deve estimular o envolvimento do aluno no seu aprendizado, promovendo sua curiosidade sobre o que ele irá aprender.
A exemplo disso, podemos indicar os processos e atividades que permitem a (co)autoria e mesmo autoria do aluno, que os leva a refletir e (re)elaborar algo que lhe seja significativo, possibilitando a interpretação de sua realidade (PRADO, s.d.).
A realização de atividade contextualizada é mais interessante para o aluno, envolvendo-o ainda mais no processo de ensino e aprendizagem, desta forma:
É imprescindível que os conteúdos sejam adequados a realidade prática de cada curso, que as interações professor-aluno e aluno-colegas se efetuem em todo o decorrer do curso e que as diferentes ferramentas disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem sejam utilizadas de maneira a atingir os objetivos de cada atividade (CARVALHO E ALVES, 2007, p.171).
Neste sentido, verificamos a importância do comprometimento do professor com a escolha das atividades, dos materiais e das ferramentas a serem utilizadas em seu curso, adequados ao perfil de seu público discente.
De acordo com Lopes e Xavier (2007) é importante também que o professor tenha uma postura ativa e dialógica nos ambientes virtuais, fazendo-se presente e sempre disposto a apoiar o aluno neste processo.
A possibilidade de compartilhamento de informações, “experiências, reflexões e sentimentos” (PRADO, s.d., p.6) entre os participantes de um curso favorecem a realização de trabalhos colaborativos que promovem o crescimento pessoal e coletivo. Nesta troca os participantes poderão se beneficiar com novas formas de perceber um mesmo objeto de estudo.
De acordo com Lopes e Xavier (2007, p.10):
É necessário também que os alunos compreendam que vale a pena participar do processo de aprender juntos, criando um clima de apoio, de incentivo e afeto, de maneira tal que a inter-relação professor-NTICs-aluno seja percebida como favorável neste processo de ensino-aprendizagem.
Nos ambientes virtuais existem várias ferramentas que propiciam a inter-relação entre alunos e professores, podendo ser utilizadas de várias formas, isoladas ou conjugadas. Existem também outras ferramentas e recursos disponíveis na Web que podem ser utilizados de forma complementar.
Em seu artigo Kay e Andrade (2012) relatam que o ambiente virtual de aprendizagem Moodle possui diversas ferramentas para o desenvolvimento de atividades nos cursos e, além destas, este ambiente dispõe de diversos aplicativos que permitem instalar e utilizar novas ferramentas, inclusive da Web 2.0.
Percebemos que além das ferramentas padrão existentes no Moodle, podemos contar com ferramentas externas a este ambiente, para potencializar as propostas pedagógicas de ensino-aprendizagem. Kay e Andrade (2012) afirmam que é importante utilizar no ensino as ferramentas Web 2.0 mais usadas e interessantes para os alunos, como as redes sociais. Estas ferramentas podem ser utilizadas em conjunto com o Moodle para torná-lo mais atraente, pois este ambiente normalmente é acessado somente para estudo.
De acordo com Moran Costas (2013) esta combinação de ambientes mais formais com os informais, nos permite ser mais flexíveis para atender ao nosso público (alunos).
A partir da análise feita sobre a construção de conhecimento em um ambiente virtual de aprendizagem, considerando a utilização adequada de suas ferramentas, bem como o comportamento intencional dos acadêmicos que a utilizam, buscaremos apresentar as principais ferramentas de interação identificadas no AVA Moodle que auxiliam no processo de interação (inter-relação) professores e alunos e suas potencialidades para utilização em propostas pedagógicas distintas.
No ambiente Moodle contamos com ferramentas que proporcionam o desenvolvimento de conteúdo e atividades, sendo designados como “Recursos” e “Atividades”.  Neste estudo, analisamos as ferramentas “Atividades”, mais propriamente aquelas ferramentas que promovem a interação entre professores e alunos na construção do conhecimento, indicando suas potencialidades pedagógicas inerentes e algumas outras desenvolvidas por usuários destas ferramentas. 
1.1 CHAT
No Moodle, o chat é conceituado como um ambiente em que os participantes de um curso podem realizar uma discussão síncrona, em tempo real, por meio da web.
De acordo com Tortoreli (2012, p.9) esta ferramenta permite que os alunos tenham “autonomia na forma de se expressar, promovendo a troca de ideias e de informações, além de ter o feedback  imediato  à   opinião  exposta  e  a possibilidade de reformulá-la, enriquecendo a discussão”. Estes autores exemplificam a utilização do chat como meio “para expor dúvidas, questionamentos, posicionamentos, e até mesmo discutir questões mais complexas sobre o conteúdo de estudo”.
Andrade (2012) indica a utilização deste ambiente pelos professores para promover reuniões de grupos de estudos, orientando suas atividades; para realizar uma dinâmica de perguntas e respostas rápidas ou para um fórum síncrono, onde é postada uma questão para debate e após a realização deste, o professor realiza a mediação da interação e os alunos indicam links para acesso a imagens, vídeos e outros, relativos ao conteúdo discutido.
Segundo Pulino Filho (2005), o chat pode ser utilizado como meio para realização de entrevistas com especialistas de determinada área do saber, enriquecendo o debate sobre o conteúdo estudado; pode ser utilizado por grupos de trabalho, onde cada grupo possui a sua sala de bate papo, podendo atuar de forma separada ou visível, tendo ou não acesso os debates de todos os grupos; pode ser utilizado para atendimento aos alunos após uma aula presencial ou síncrona, servindo de ambiente para realização destes atendimentos, onde o professor determina os horários e a forma de atendimento.
Esta ferramenta também pode ser utilizada como um ambiente para uma aula expositiva, onde o professor faz a exposição de conteúdo, abrindo para debate e questões dos alunos ao final da exposição. Além disso, pode ser designado como um “chat livre”, onde os alunos podem utilizar para debate de assuntos diversos relacionados ao meio acadêmico. 
1.2 FÓRUM
O Fórum é apresentado no Moodle como uma atividade de discussão muito importante e que apresenta diversos tipos de estrutura. Suas mensagens podem apresentar diversos formatos e permitem anexar documentos. Se os participantes do fórum realizarem assinatura no mesmo, receberão notificações de suas participações em seu e-mail e os professores podem encaminhar mensagens ao fórum, solicitando o envio de cópia para o e-mail de cada aluno.
Esta ferramenta permite a comunicação assíncrona dos participantes de um curso, ou seja, de acordo com sua disponibilidade pessoal, não sendo necessário que todos estejam simultaneamente conectados. 
Pulino Filho (2005) adverte que o fórum deve ser desenvolvido de acordo com os objetivos do curso para haver envolvimento e participação dos alunos. O autor afirma que o fórum deve servir como uma atividade prática, mas também como um material de apoio aos estudos.
Os fóruns se configuram de diversas formas em cursos on-line, podendo servir como uma interface de comunicação do curso com os alunos, onde temos o fórum de notícias, o quadro de avisos, o mural virtual e outros.
Como um ambiente de interação livre, para discussões gerais, onde cada participante poderá inserir “tópico de discussão” relacionado ou não ao conteúdo do curso, utilizado para debates em grupos de trabalhos, conversas paralelas ao curso (fórum café), chamada virtual, etc. Este é considerado um espaço de socialização, utilizado para os alunos se conhecerem melhor, mais informalmente, (PULINO FILLHO, 2005).
A configuração do fórum como ferramenta pedagógica para desenvolvimento de atividades e de interação professor x alunos x tutor apresenta várias possibilidades de utilização, pois é favorável na construção de atividades conjugadas. Vejamos os exemplos dos autores Pulino Filho e Andrade.
Pulino Filho (2005) exemplifica algumas maneiras de utilizar pedagogicamente esta ferramenta, sendo:
- como um novo jeito de desenvolver o estudo de texto, criando fórum para grupos de estudos, onde cada componente do grupo indica questões sobre o texto lido e os demais integrantes de seu grupo devem responder todas as questões formuladas. O encerramento deste estudo pode ser realizado em um encontro síncrono com o professor;
- o fórum pode ser utilizado para convidar especialistas a participarem como professor convidado no desenvolvimento de um fórum com tema específico, assim como no chat;
- no desenvolvimento de debates sobre temas controversos ou novos conceitos, onde serão formados grupos que trabalharão para defender pontos de vista diferentes;
- um fórum para perguntas mais frequentes, onde o professor responderá questões recorrentes e sobre um mesmo assunto, evitando a mesma resposta várias vezes a uma pergunta.
Andrade (2012) indica outros exemplos da utilização da ferramenta fórum em atividades pedagógicas, sendo: como um ambiente para postar atividade e obter feedback do professor/tutor;  um espaço para desenvolver discussões sobre atividades que estão sendo desenvolvidas ou finalizadas; um ambiente para promover dramatizações, e, como um ambiente para postagem de arquivos, como exemplo, links, vídeos, imagens e outros para complementar o aprendizado de algum tema. 
1.3 GLOSSÁRIO
A ferramenta glossário é apresentada pelo Moodle como um ambiente que permite aos seus integrantes a construção e manutenção de lista de termos ou definições, como em um dicionário. Se permitido, esta ferramenta comporta o anexo de arquivos aos registros realizados e comentários sobre estes. O uso desta ferramenta permite a pesquisa dos registros por ordem alfabética, categoria, data ou autor. Permite também o auto-link dos conceitos ou frases registrados em locais onde estes aparecem no curso. As entradas dos registros no glossário podem ser aprovadas automaticamente ou exigir aprovação de um moderador (professor), podendo também, ser avaliadas pelos professores ou estudantes. São indicados alguns exemplos de utilização do glossário no Moodle:
Um banco colaborativo de termos chaves; Um espaço "apresente-se" onde novos estudantes adicionam seus nomes e detalhes pessoais; Centralização de dicas ou melhores práticas sobre algum item; Uma área de compartilhamento de vídeos, imagens ou arquivos de som; Como recurso de revisão de fatos a serem lembrados.
De acordo com Santos e Araújo (2009) a interface glossário do Moodle não limita sua utilização ao conceito padrão desta palavra, construída para um fim específico, mas sim como um canal de produção, disponibilização e socialização coletiva de conteúdos abertos. As autoras, Santos e Araújo (2009, p.252) reforçam essa ideia dizendo que “quanto maior a facilidade de publicação e flexibilização de autorias coletivas, melhores ficam os processos de ensino e de aprendizagem na educação online.” Neste sentido, entendemos que o glossário é uma interface com o grande potencial para a construção coletiva que (re)significa gerando aprendizagem.
O glossário pode ser utilizado para socializar conceitos sobre os temas estudados em determinada matéria. Os professores podem sugerir termos e autorizar que seus alunos também indiquem novos termos. Atualizando estes conceitos até o final dos estudos. O uso do glossário para organizar uma biblioteca de links comentados é interessante para auxiliar os alunos a pesquisar na internet, além de criar um grande hipertexto sobre o que está sendo pesquisado, facilitando a assimilação e interpretação dos conteúdos estudados. A biblioteca de links também é interessante para utilizar conteúdos protegidos por direitos autorais. Outra forma interessante de utilizar o glossário é na criação de midiateca, onde podem ser disponibilizados vários tipos de arquivos digitais ao mesmo tempo como artigos, textos, vídeos, áudios animações, imagens e etc. Mas é importante permitir, também, autoria e co-autoria dos alunos no desenvolvimento deste ambiente, oferecendo mais uma oportunidade de aprendizagem colaborativa. (SANTOS E ARAÚJO, 2009) 
1.4 QUESTIONÁRIO
Conceitualmente, a ferramenta questionário é definida pelo Moodle como um ambiente em que o professor pode criar e configurar testes de múltipla escolha, verdadeiro ou falso, correspondência e outros tipos de perguntas. Nos casos de questão fechada, a tentativa pode ser corrigida automaticamente, podendo fornecer feedback e/ou mostrar as respostas corretas.
O questionário pode ser utilizado como atividade para acompanhamento de estudos dirigidos, onde os alunos devem ler material teórico e a cada momento ou parte desta leitura é oferecido um pequeno questionário. Assim os alunos poderão perceber se estão entendendo o material lido. Também podemos utilizar o questionário como um exercício de fixação para que os alunos possam perceber se estão realizando determinada atividade prática, de forma correta. Neste caso é interessante criar um banco de questões e permitir que o questionário seja realizado quantas vezes forem necessárias, sendo que questões novas vão surgindo a cada tentativa. (PULINO FILHO, 2005) 
1.5 TAREFAS
Moodle identifica a ferramenta Tarefas como um módulo de atividade que permite aos professores comunicar tarefas, recolher trabalhos e fornecer notas e comentários. A entrega dos trabalhos pode ser realizada por meio de arquivos digitais, em diversos formatos ou mesmo redigir a resposta diretamente no editor de texto próprio deste ambiente. Para os trabalhos realizados off line, esta ferramenta pode ser utilizada para registrar o resultado e notificar os alunos sobre a realização do mesmo. Os trabalhos podem ser submetidos e avaliados individualmente ou em grupo. Ao oferecer feedback às atividades, o professor poderá fazer upload de arquivos e deixar comentários para os alunos como marcações no trabalho entregue, documentos comentados ou de áudio falado.
Uma forma de manter os alunos atualizados nas leituras é criar tarefas solicitando um sumário ou resumo do texto lido. Outra forma de uso desta ferramenta pode ser auxiliando os alunos no desenvolvimento do seu trabalho final, dividindo as etapas deste trabalho em tarefas a serem submetidas à análise do professor (bibliografia, proposta do trabalho, roteiro do trabalho, algumas versões preliminares etc). Outros exemplos de utilização desta ferramenta é a entrega de atividades como redações, projetos, relatórios, imagens e outros. (PULINO FILHO, 2005) 
1.6 WIKI
Wiki é considerado pelo Moodle como um módulo de atividade que permite a adição e edição de uma coleção de páginas da web, podendo ser desenvolvido de forma colaborativa, onde todos podem editá-lo, ou de forma individual, onde cada pessoa terá o seu Wiki para edição. As ações realizadas em um Wiki ficam registradas, permitindo um histórico de versões anteriores da página editada. Este espaço pode ser usado para realizar anotações de uma palestra por membros de um grupo, organizando um esquema de trabalho juntos; para a colaboração na coautoria de elaboração de conteúdos, livros, temas específicos, narração ou poesia; para anotações pessoais, como um diário.
Moran Costas (2013) apresenta o Wiki como uma ferramenta importante para a construção de ideias e escrita colaborativa. Afirma que a utilização desta ferramenta permite o amadurecimento do grupo de estudos, pois além do objetivo de sempre melhorar o objeto de estudo, os integrantes aprendem entre si. E, acompanhando o histórico de participações, o professor pode verificar o crescimento do grupo.
Wiki pode ser utilizado para realizar anotações de aula em grupo, onde os integrantes realizam seus registros e impressões pessoais de uma aula em um local único editado por todo o grupo. Como é uma ferramenta flexível, o Wiki pode ser utilizado para realizar discussões livres, objetivando identificar ideias de um grupo de pessoas em torno de um tema.  E estas ideias podem ser trabalhadas e desenvolvidas por seus autores com hiperlinks para outras páginas relacionadas à mesma. (PULINO FILHO, 2005) 
1.7 DIÁRIO
O diário é um recurso que permite ao aluno escrever sua trajetória de aprendizagem, reflexão ou síntese do conteúdo estudado, guiada pelo professor ou livre. O acesso às informações, registradas neste diário, ficam restritas apenas ao participante e a seu professor/tutor, permitindo maior privacidade ao aluno e abrindo um canal para a mediação do seu professor/tutor.  Esta ferramenta pode ser utilizada para construção de portfolio ou projetos de pesquisa. (LEITE, 2008)
Segundo Vetter e Maciel (2010) o diário pode ser utilizado como um local privativo para aluno, onde pode postar suas dúvidas, emoções e inquietações. É um ambiente onde o professor pode interagir com o aluno de forma mais pessoal, podendo ocasionar maior cumplicidade do aluno com seu professor e com seu Curso. Este é um sistema que pode servir para avaliar o curso, o professor e permite, também, a auto avaliação do aluno. 
1.8 LABORATÓRIO DE AVALIAÇÃO
De acordo com o Moodle o recurso Laboratório de Avaliação, também conhecido como Oficina, permite a avaliação de trabalhos de forma auto avaliativa ou a avaliação de trabalhos de colegas de turma. Esta avaliação deverá ser feita de acordo com um padrão proposto pelo professor, podendo ser anônima. São geradas duas notas para o trabalho de cada aluno, uma pela entrega/apresentação e a outra pelas submissões aos seus colegas, ambas registradas no diário de classe.
Pulino Filho (2005) classifica o Laboratório de Avaliação (oficina), como uma ferramenta de aprendizagem ativa, onde os alunos aprendem no desenvolvimento do seu trabalho e na avaliação dos trabalhos de seus colegas. Neste momento, se faz importante a moderação do professor, reforçando as regras de avaliação e explicando claramente o que se pretende com a mesma.
Esta ferramenta pode ser útil no desenvolvimento de textos de projetos, fornecendo um feedback  mais rápido. Além de propiciar a interação dos alunos com os textos que estão sendo desenvolvidos por seus colegas. 
1.9 LIÇÃO
A ferramenta Lição é apresentada pelo Moodle como um meio onde podemos publicar conteúdos de forma flexível, utilizando um número de páginas para apresentar este conteúdo e normalmente indicando uma questão com opções de respostas ao final de cada página. A escolha da resposta determina se o aluno poderá dar prosseguimento nos estudos da lição, ou se deverá permanecer na mesma página, ou então, se deverá voltar em página anterior para entender melhor o conteúdo que está sendo estudado.
De acordo com Pulino Filho (2005) a atividade Lição apresenta um componente interativo de avaliação, tornando-se complementar a esse processo. O autor afirma que esta ferramenta possui caráter formativo, onde é possível realizar as questões mais de uma só vez. se necessário. Além de possibilitar a revisão do que foi feito, permite ver o feedback do professor a cada questão fechada escolhida.
A utilização da ferramenta lição para exercitar novos conceitos por meio de exercício de vocabulários próprios do tema estudado é uma prática interessante que pode levar ao aprendizado do aluno. (PULINO FILHO, 2005)
Esta ferramenta pode ser importante para avaliar se a ‘mensagem’ a ser transmitida pelo professor com o conteúdo desenvolvido em sua Lição foi captada pelo seu aluno. Pois esta atividade foi desenvolvida para ensinar algo a este aluno e ao final ele pode indicar se aprendeu o que foi proposto. 
1.10 DIÁLOGO
De acordo com o Moodle.org, a ferramenta diálogo permite o desenvolvimento de conversas bidirecionais, entre os participantes de um curso. Pode ser interessante para dar feedbacks pessoais aos alunos sobre atividades desenvolvidas. Sendo, também, importante para o acompanhamento de alunos, podendo ser utilizada como espaço para aconselhamento. As mensagens encaminhadas neste espaço ficam registradas, permitindo um controle da interação.
Para Pulino Filho (2005) esta ferramenta se configura como um espaço para comunicação assíncrona, permitindo a criação de diálogos entre alunos e professores, entre alunos e alunos ou mesmo para todos participantes de uma turma. Um exemplo de utilização desta ferramenta pode ser para acompanhar e dar atendimento pessoal a cada aluno particularmente, no desenvolvimento de seu projeto final de Curso. O professor terá condições de sanar dúvidas e acompanhar o desenvolvimento da pesquisa e a aprendizagem do aluno. 
1.11 BLOG
No Moodle podemos contar com a ferramenta blog que é definida neste sistema como uma forma de diário online, onde cada usuário pode inserir informações de forma cronológica. Neste ambiente, o blog é baseado no usuário, sendo que este poderá utilizá-lo para inserir informações relativas ao curso. Além disso, o usuário pode registrar seus blogs externos com entradas automáticas para o blog do Moodle. Os blogs somente poderão ser vistos por demais usuários do Curso ou do grupo, se o mesmo for compartilhado por seus autores. O blog do Moodle também pode ser utilizado como caderno virtual ou diário de bordo, permitindo a auto avaliação e o estudo autônomo dos alunos. As anotações e estudos de cada usuário poderão ser compartilhados com seus pares, tornando este um blog público. (MOODLE, VERSÃO 2.6)
A seguir apresentaremos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conjugadas às propostas pedagógicas que utilizam o sistema Moodle. 
2. INTERFACES WEB 2.0 NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM 
2.1 FACEBOOK
facebook é uma ferramenta que faz parte da web 2.0 e possui um diferencial na utilização no contexto educacional, pois os alunos já o utilizam no desenvolvimento de suas redes sociais e se sentem motivados na interação que ele proporciona.  Sendo assim, esta ferramenta pode ser utilizada como recurso complementar para atividades desenvolvidas no moodle, potencializando a interação e colaboração entre os alunos, em uma interface que faz parte do dia-a-dia de sua aprendizagem coletiva e não é um ambiente padrão de estudos.
Segundo Patrício e Gonçalves (2010, p.1)
O Facebook (http://www.facebook.com/) é uma das redes sociais mais utilizadas em todo o mundo como espaço de encontro, partilha, interacção e discussão de ideias e temas de interesse comum. É um ambiente informal em que qualquer indivíduo se sente à vontade para comunicar, partilhar e interagir. O seu poder atractivo e catalisador tem contribuído para que cada vez mais jovens adiram a esta rede social.
Com a proposta de explorar e identificar o potencial educativo da rede social facebook, os autores Patrício e Gonçalves (2010) utilizaram recursos e atividades que pudessem ser suportadas no processo de ensino/aprendizagem, objetivando maior pro atividade na participação dos alunos. Nesta proposta desenvolveram fases de interação e estudos que utilizaram a ferramenta como um repositório de fotografias, vídeos e eventos relacionados ao tema de estudo. Em outro momento, o ambiente foi utilizado para disponibilizar materiais e recursos específicos do conteúdo programático e num terceiro momento foi criado um grupo de estudos neste ambiente, que seria utilizado como espaço para debate e compartilhamento de ideias, experiências e mesmo dúvidas sobre o tema estudado. De acordo com estes autores, a utilização do facebook nos propósitos educacionais revelou resultados positivos, como interesse, participação, interação e colaboração dos alunos para os estudos propostos. 
2.2 SECOND LIFE
O Second life é uma ferramenta externa ao Moodle que pode ser utilizada de forma conjugada a este, potencializando o Design Educacional de seus cursos, favorecendo a contextualização e a flexibilização de conteúdos voltados para a prática de resolução de problemas e de acordo com o mundo do trabalho. Apresenta-se em formato tridimensional onde os alunos podem vivenciar o sentimento de imersão em um ambiente virtual de estudos. (SILVA, 2012)
Este ambiente permite a utilização do imaginário para a construção de uma realidade virtual, possibilitando maior interatividade, colaboração e práticas educativas mais próximas à realidade dos alunos. Podemos contar com as potencialidades deste ambiente agregadas ao sistema Moodle. O mecanismo utilizado para esse processo se chama Sloodle, um sistema que permite integrar o SL e o Moodle, proporcionando o desenvolvimento de cursos com o dinamismo de uma sala de aula presencial. É um ambiente onde incorporamos a gestão e o acompanhamento de processos de ensino e aprendizagem do Moodle ao espaço tridimensional do Second Life. (SILVA, 2012).
A utilização do sistema Sloodle permite a criação de cursos mais atrativos ao olhar dos alunos, pois este sistema apresenta características de rede social agregada a contextos lúdicos e interativos. 
2.3 BLOG
Blog externo ao Moodle é uma ferramenta potencial para o desenvolvimento de atividades educacionais que podem ser conjugadas a este sistema.
Segundo Senra (2013, p.4)
Um blog, blogue, weblog ou caderno digital é uma página da WEB, que permite o acréscimo de atualizações de tamanho variável chamados artigos ou posts.  Estes podem ser organizados de forma cronológica inversa ou divididos em links sequenciais, que trazem a temática da página, podendo ser escritos por várias pessoas, dependendo das suas regras.
Como este é um espaço de manuseio simples e que permite a configuração personalizada de forma estética e estrutural, torna-se um recurso interessante e atrativo para os alunos que o utilizam para publicar suas ideias em tempo real. O conteúdo dos blogs podem ser apresentados em formato educativo, de entretenimento ou apenas informativo, sendo que os blogs temáticos são voltados para o desenvolvimento dos seus próprios conteúdos.(MERCADO, NASCIMENTO E SILVA, 2008).
Este ambiente permite aos seus usuários, promoverem interatividade por meio de postagens de comentários ou de informações em forma de artigos, imagens e vídeos. Em blogs educativos, é permita a intervenção, orientação e mesmo correção das contribuições dos alunos. As participações no blog são publicadas para acesso de todos os usuários, demandando maior comprometimento de professores e alunos no conteúdo a ser publicado. (SENRA, 2013)
Os blogs podem ser utilizados para desenvolver trabalhos interdisciplinares e transdisciplinares, sendo também uma boa alternativa para desenvolver projetos que vão além da escola, envolvendo de forma interativa a família e a comunidade em redes sociais que geram conhecimento. Este ambiente também pode ser utilizado por professores como ferramenta adjacente para desenvolver trabalhos em grupo, desenvolver um tema a partir da contribuição de cada participante do blog, discutir sobre notícias da atualidade, realizar estudos sobre livros indicados para leitura, desenvolver produção de textos ou socialização de textos para reflexão dos alunos, promover auto avaliação, entre outros. (MERCADO, NASCIMENTO E SILVA, 2008).
Moran Costas (2013, p.43) indica alguns tipos de blogs educacionais:
Tipos de blogs educacionais: discussão de estudos de caso, projetos, produção de textos, narrativas, poemas, análise de obras literárias, opinião sobre atualidades, relatórios de visitas e excursões de estudos, publicações de fotos, desenhos e vídeos produzidos por alunos. 
2.4 TWITTER
De acordo com os autores Silva, Vieira e Schineider (2010) outra rede social que merece atenção em projetos educacionais é o Twitter, uma rede conhecida como meio de notícias por alguns pesquisadores, que permite a transmissão de informações de forma rápida e eficiente.
Essa rede social cognitiva baseada na troca de informações permite uma espécie de ‘armazenamento’ do conhecimento. O uso de hashtag, ou seja, ao se colocar o símbolo “#” diante de uma ou mais palavras aglutinadas, permite que o conhecimento seja “etiquetado”, fazendo com que os usuários possam seguir informações específicas sobre um assunto e/ou evento. Essa característica torna o Twitter um tipo de indexador de conteúdo, pois, as mensagens trocadas entre os usuários podem conter hiperlinks que redirecionem o internauta para um aprofundamento que vai além dos 140 caracteres. (SILVA, VIEIRA e SCHINEIDER, 2010, p.5).
No estudo realizado por Vasconcelos (2010) podemos verificar que o twitter pode ser inserido em projetos educativos de formas distintas, como exemplo, no desenvolvimento de disciplinas, na capacitação de docentes e alunos, em atividades práticas do curso, desenvolvendo produções textuais e pesquisas, na integração da comunidade acadêmica por meio da utilização deste recurso, na divulgação dos demais projetos da escola.
Fomentados pela pesquisa de Vasconcelos (2010), podemos identificar casos e experiências de estudos realizadas por educadores a respeito da utilização do Twitter.
Wheeler[1] apud Vasconcelos (2010) indica uma lista das melhores utilidades no uso desta ferramenta, sendo: quadro de avisos; resumo de texto em até 140 caracteres; compartilhamento de sites; documentar trajetória de uma pessoa ilustre; criar personagem histórico e assumir sua personalidade para criar posts característico de sua época (estilo e vocabulário); promover micro encontros; criar micro textos em escrita histórica e colaborativa; twittar em língua estrangeira; twittar promovendo intercambio cultural. 
2.5 YOUTUBE
O Youtube é uma ferramenta que foi criada no ano de 2005 por três funcionários de uma empresa de tecnologia. O propósito foi desenvolver uma maneira que possibilitasse compartilhar vídeos na internet, evitando o envio destes por e-mail, pois isso era um processo muito demorado. (KAMERS, 2012)
Mattar (2009) afirma que podemos utilizar vídeos para enriquecer nossas aulas presenciais e a distância, bem como professores e alunos podem produzir vídeos como atividades de criação no curso. O autor enfatiza que atualmente qualquer pessoa pode capturar, editar e compartilhar videoclipes, utilizando celulares e softwares gratuitos, disponíveis na web.
Projetos de criação de vídeos sobre assuntos específicos, dentro de várias áreas do conhecimento são cada vez mais frequentes no site. Os próprios alunos que por ventura faltarem a alguma aula certamente encontrarão no Youtube algum vídeo explicativo ou algum comentário que o ajudará a entender melhor o fenômeno estudado. (KAMERS, 2012, p.137)
Contamos hoje com um vasto número de mídias disponíveis na internet para utilização nos cursos à distância. Além dos vídeos online gratuitos, como os incluídos no O YouTube EDU que agrega vídeos e canais de faculdades e universidades, também contamos com ferramentas que potencializam as oportunidades de integração dos conteúdos multimídia nas propostas pedagógicas, auxiliando no desenvolvimento no design instrucional do curso. (MATTAR, 2009)
Os vídeos do Youtube podem ser usados para exemplificar e ilustrar, trazer o mundo real para a sala de aula e promover experiências práticas e registrá-las em vídeos. Estes são recursos bastante interessantes para auxiliar no processo de aprendizagem. (KAMERS, 2012)
Moran Costas (2013, p.48) ressalta que “o vídeo muitas vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários desconhecidos dos alunos....Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos”. 
2.6 PODCAST E VIDEOCAST
Atualmente existem recursos áudio visuais disponíveis na web muito interessantes para utilização no planejamento do conteúdo EAD, como é o caso do podcast e o videocast, sendo este último um podcast em formato de vídeo. Estas ferramentas permitem a produção e transmissão de arquivos de áudio e vídeo. Estes arquivos podem ser usados pelos professores na composição do curso (vídeo ou webaulas) e pelos alunos no desenvolvimento de atividades e projetos em seu curso. (MORAN COSTAS, 2013)
O podcast, nas suas variáveis com som e vídeo sob demanda, pode ser muito importante para tornar a aprendizagem mais interessante, fácil, rica e econômica, liberando os professores da rotina da transmissão do conteúdo para que se concentrem na mediação e na orientação efetivas dadas a seus alunos (MORAN COSTAS, 2013, p.46).
O autor Moran Costas (2013) explica que a utilização do videocast é fundamental para a comunicação do professor com seus alunos. Pois neste vídeo, ele poderá gravar os conteúdos mais significativos e as principais orientações, podendo utilizar vários recursos para manter o interesse dos alunos, como filmes, dramatizações, depoimentos e etc, contextualizando o conteúdo. Com isso, o professor terá mais tempo para trabalhar as discussões, sínteses, questionamentos, problematizações e dúvidas com seus alunos.
Outra forma de utilizar os podcast e videocast é para documentar projetos e eventos acadêmicos. E, dependendo do planejamento, este vídeo poderá ser gravado por professores ou alunos em atividades institucionais ou atividades relacionadas ao conteúdo estudado. Percebemos sua importância como recurso para utilização em projetos de autoria que estimulam a participação e o envolvimento dos alunos e professores em projetos educacionais. 
2.7 HOT POTATOES
Como ferramenta externa e compatível com o sistema Moodle, podemos contar também com o Hot Potatoes. Este é um software que permite criar perguntas mais interativas e práticas, podendo ser em parte personalizado, por meio da linguagem HTML ou JavaScript. É um programa que permite trabalhar com cinco tipos de exercícios interativos que geram páginas Web. Para utilizá-lo não é necessário ter conhecimentos específicos de informática, bastando apenas indicar as informações necessárias para a formação das questões, como textos, imagens, vídeos, perguntas, respostas e outros. (PIVETTA , 2009)
Em uma pesquisa realizada por Santos e Bitencourt (2012) com professores que utilizaram essa ferramenta em seu projeto educacional, puderam identificar o resultado de algumas experiências positivas. Os principais resultados foram aulas mais produtivas, interessantes e diferentes que geraram maior participação dos alunos; maior interação entre professores/tutores que fomentavam discussões e reflexões sobre tema desenvolvido; a utilização da ferramenta como forma de aprimorar o trabalho pedagógico, oferecendo uma alternativa na elaboração de atividades; uma ferramenta que permite o desenvolvimento de atividades apropriadas ao público-alvo, como portadores da Síndrome de Down e, além disso, é uma ferramenta de autoria auto instrucional, compatível com o sistema Moodle. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Verificamos que existe uma quantidade potencial de ferramentas interativas a serem utilizadas pedagogicamente no ambiente virtual de aprendizagem Moodle. E, percebemos que muitas delas podem ser utilizadas de formas diversas, adequadas à proposta de ensino aprendizagem. Além disso, estas ferramentas podem ser utilizadas em conjunto no desenvolvimento de uma atividade educacional.
Notamos a importância de se contar com as ferramentas disponíveis na Web 2.0 que podem ser utilizadas de forma complementar ou conjunta às demais ferramentas tradicionais do Moodle. Pois estas ferramentas permitem dinamizar o curso e deixar o ambiente e a interação mais interessantes, principalmente para o público mais jovem.
Percebemos que a inter-relação entre alunos e professores depende da escolha e utilização da ferramenta adequada ao processo interativo. Mas o sucesso na aplicação destes recursos dependerá do envolvimento e comprometimento daqueles que os utilizam, afinal estas ferramentas serão apenas o meio que viabilizará a interação entre os autores do processo de ensino-aprendizagem.
Este estudo deve continuar, pois sabemos que atualmente contamos com outras ferramentas que permitem a interação entre professores, alunos e tutores. Algumas delas são mais sofisticadas, outras mais simples, mas todas trazem novidades na maneira de ensinar e aprender, contribuindo com novas propostas pedagógicas. 
REFERÊNCIAS
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ANDRADE, Daniele Navarro Dias. Games, web 2.0 e mundos virtuais em educação - Universidade Católica Dom Bosco. Pós Graduação Educação à Distância. 2012, 76.p.
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KAMERS, Nelito José. O youtube como ferramenta pedagógica no ensino de física. 177.f. 2013. Dissertação de Mestrado. Universidade Do Estado De Santa Catarina. Disponível em: http://www.faed.udesc.br/arquivos/id_submenu/151/nelito_jose_kamers.pdf
LEITE, Maria Teresa Meirelles; A DISTÂNCIA–UNIFESP, Laboratório de Educação. O ambiente virtual de aprendizagem Moodle na prática docente: conteúdos pedagógicos. Oficina de capacitação docente no ambiente virtual Moodle, 2008. Disponível em: http://www.virtual.unifesp.br/cursos/oficinamoodle/textomoodlevvirtual.pdf
LOPES, Maria Cristina L. Paniago; XAVIER, Selma Lúcia da Costa. A afetividade nas inter-relações professores e alunos no ambiente digitalRevista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância. Associação Brasileira de Educação à Distância. São Paulo. v.6, p. Dez 1-17. 2007. Disponível em: http://www.abed.org.br/revistacientifica/_brazilian/edicoes/2007/2007_edicao.html
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