O Evangelho de Jesus, alcançando o Mundo!

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Escola Bíblica Discipuladora - 4º Trimestre 2018 - Lição 07

Canal Luísa Criativa

domingo, 30 de setembro de 2018

Cabo Daciolo Presidente

Cabo Daciolo Presidente




Entramos na reta final para às eleições de 2018, no próximo domingo dia 07 de Outubro de 2018, o seu e o meu voto estarão decidindo a vida de muitos brasileiros e o futuro da nossa Nação pelos próximos quatro anos ou quem sabe por um período até maior, vivenciamos no decorrer das campanhas políticas eleitorais momentos de tensão, de alegria, de violência mas agora está chegando o momento da decisão, por isso importa que você e eu façamos o nosso voto de forma inteligente e buscando em Deus a Sua melhor resposta para cada um de nós, lembre que o voto é pessoal mas do seu voto depende o futuro das próximas gerações brasileiras e o desenvolvimento do Brasil como uma grande Nação.        Que vença o Presidente escolhido e eleito por Deus, para que o próprio Deus o oriente durante o seu mandato... Que Deus abençoe o Brasil e o seu povo!

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A ESCOLA DE FRANKFURT: INTRODUÇÃO HISTÓRICA

A ESCOLA DE FRANKFURT: INTRODUÇÃO HISTÓRICA

A Escola de Frankfurt foi formada na metade do século XX por um grupo de intelectuais que produzia um pensamento conhecido como Teoria Crítica.
Em meio a um contexto histórico-político turbulento na Alemanha e no mundo, surgiu o embrião de um movimento intelectual cuja consolidação mais tarde foi denominada de Teoria Crítica. A Alemanha, após o estratagema político de uma direita - concentrada no Partido Nacional Socialista – marcada pelo fracasso e demérito popular, deu a vitória a Hitler em eleições diretas, abrindo caminho para a perseguição e destruição das organizações dos trabalhadores e de seus partidos representativos. A ascensão do Nazismo, a Segunda Guerra Mundial, o “Milagre Econômico” no pós-guerra e o Stalinismo foram os fatores que marcaram a Teoria Crítica da sociedade, tal como esta se desenvolveu do início de 1920 até meados dos anos 70.
Sob a iniciativa de Felix J. Weil, filho de um negociante de cereais que fizera fortuna na Argentina, houve a “Primeira Semana de Trabalho Marxista” que tinha como prerrogativa lançar a noção de um marxismo verdadeiro e puro. A partir deste evento nasceu a ideia de criar um instituto permanente na condição de órgão independente de investigação. Este instituto foi estabelecido com um donativo de Herman Weil (pai de Felix) e de um contrato com o Ministério da Educação que frisava a exigência de que o diretor do instituto deveria ser titular de uma cadeira na universidade. O Instituto de Pesquisa Social (como foi denominado) e que deveria se chamar Instituto para o Marxismo, foi criado oficialmente por um decreto do Ministério da Educação em 1923, tendo como diretor Kurt Albert Gerlach, falecido em outubro de 1923. Foi Carl Grünberg que ocupou o cargo até 1930. Em 1931, foi criada uma dependência do instituto em Genebra, por sugestão de Albert Thomas (diretor da Organização Internacional do Trabalho). Em 1933, um escritório com vinte e um indivíduos instalou-se em Genebra, tornando-se o centro administrativo do instituto, que foi fechado pelos nazistas. A partir de setembro de 1933, a Escola de Frankfurt deixou a cidade de Frankfurt e formou departamentos na França e na Suíça. Cabe aqui salientar que sem a consolidação do instituto não teria sido possível a existência da Escola de Frankfurt –sendo que este desenvolvimento se deu somente após a saída (obrigatória) do instituto de Frankfurt; embora o termo “Escola de Frankfurt” tenha sido instituído somente após o regresso do instituto à Alemanha, em 1950.
Quanto à terminologia, observa-se uma tradicional problemática, pois “escola” notifica um corpo intelectual cujos membros se concentram em uma mesma linha de pensamento, no caso da Teoria Crítica, de uma mesma avaliação crítica social da política vigente, o que não se pode determinar verdadeiramente quando observadas as teorias de seus membros. A Teoria Crítica tornou-se legítima como tal após a publicação da obra “Teoria Tradicional e Teoria Crítica” de Max Horkheimer, na Revista de Pesquisa Social entre 1932 e 1942. É sabido que Horkheimer foi o principal responsável pela consolidação da escola, não somente por sua posição intelectual e política no âmbito da Universidade de Frankfurt, mas, sobretudo, por sua situação financeira que lhe garantiu grandes realizações.

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Formou-se, nessa linha, uma comunhão de pensadores críticos da sociedade, de sua condição subordinada a um processo de dominação, valendo-se do marxismo heterodoxo para fundamentarem suas críticas. O Instituto de Pesquisa Social teve como membros Pollock, Wittfogel, Fromm, Gumperz, Adorno, Marcuse e outros que passaram a contribuir com artigos, ensaios e resenhas para a revista. Muitos dos ensaístas, como foi o caso de Walter Benjamim, Marcuse e Adorno, somente se filiaram ao instituto na fase de sua emigração para os Estados Unidos.
Enfim, a partir de 1931 sob a direção de Horkheimer houve uma importante modificação na revista: a hegemonia dos estudos econômicos foi dada, neste momento, à filosofia. Foi, portanto, nessa linha que se norteou a compreensão da identidade do projeto da Escola de Frankfurt, já que ao tratar de problemas sobre história, política ou sociologia, os autores recorriam constantemente a Platão, Kant, Hegel, Schopenhauer, Bergson, Heidegger e outros.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "A Escola de Frankfurt: introdução histórica"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-escola-frankfurt-introducao-historica.htm>. Acesso em 06 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-escola-frankfurt-introducao-historica.htm

sábado, 29 de setembro de 2018

O JESUS ISLÂMICO

O JESUS ISLÂMICO (PARTE II)

JESUS NO CORÃO






       Jesus é citado 19 vezes no Corão. Toda a base da opinião do Islam sobre Jesus se encontra nele, e por ser a Bíblia uma de suas fontes, alguns fatos registrados no Novo Testamento também fazem parte do Corão. O primeiro deles é o nascimento virginal de Jesus: Lembra-lhes de quando os anjos disseram: " Ó Maria! Por certo, Allah te alvissara um Verbo, vindo dEle; seu nome é o Messias, Jesus, Filho de Maria, sendo honorável, na vida terrena e na derradeira Vida, e dos achegados a Allah" E falará aos homens, no berço e na maturidade, e será dos íntegros. Ela disse: "Senhor meu! Como hei de ter um filho, enquanto nenhum homem me tocou?" Ele disse: " Assim é! Allah cria o que quer. Quando decreta algo, apenas diz-lhes: 'Sê', então é." [1]

       Mas acreditar no nascimento virginal não significa declarar que Jesus é o Filho de Deus. Isto seria blasfêmia, pois na concepção do Islam, para que isso ocorresse Deus teria que engravidar Maria da maneira carnal, ou seja tendo relações sexuais com ela: Ele é o Criador Ímpar do céu e da terra. Como teria Ele um filho, enquanto não tem companheira? E Ele criou todas as cousas. E Ele, de todas as cousas, é Onisciente. [2]
Eles dizem: " Allah tomou para Si um filho." - Glorificado seja Ele! Ele é o Bastante a si mesmo. DEle é o que há nos céus e o que há na terra - Não tendes comprovação disso. Dizeis acerca de Allah, o que não sabeis? [3]
Não é admissível que Allah tome para Si um filho. Glorificado seja! Quando decreta algo, apenas diz-lhe "Sê", então é- [4]
E eles dizem: " O Misericordioso tomou para Si um filho!" Com efeito fizestes algo horrente! Por causa disso, os céus quase se despedaçam e a terra se fende e as montanhas caem, desmoronando-se, por atribuírem um filho aO Misericordioso! E não é concebível que o Misericordioso tome para Si um filho.[5]

       Segundo o Corão, Deus quis que Maria engravidasse se  a intervenção masculina e assim aconteceu, um milagre que é comparado a criação de Adão: Por certo, o exemplo de Jesus, perante Allah, é como o de Adão. Ele  o criou  de pó; em seguida disse-lhe "Sê", então foi. [6]. Segundo Sami Armed Isbelle, diretor do Departamento Educacional e Divulgacional da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro (SBMRJ) "... Adão foi criado sem pai e sem mãe, e não é difícil para Deus criar Jesus de mãe sem pai, então se fecha uma cadeia da criação de Deus, Adão foi criado sem pai e sem mãe, Eva foi criada de pai sem mãe, quer dizer foi criada de uma parte de Adão, nós criados de pai e mãe através da relação sexual, e Jesus de mãe sem pai, com isso Deus demonstrou o poder Dele na criação para os seres humanos..." [7]

       O maior pilar do Islam é a crença na Unicidade Divina, ou seja, Deus é único, não existindo outra divindade além d'Ele e não sendo aceito nenhum tipo de mediador entre Ele e o homem. De acordo com este conceito o Corão considera o Deus Trino Cristão como uma forma de politeísmo: Com efeito, são renegadores da Fé os que dizem: " Por certo, Allah é o Messias, filho de Maria". E o Messias diz: " Ó filhos de Israel! Adorai a Allah, meu Senhor e vosso Senhor." Por certo, a quem associa outras divindades a Allah, com efeito, Allah proíbe-lhe o Paraíso, e sua morada é o Fogo. E não há para os injustos socorredores. Com efeito, são renegadores da Fé os que dizem: "Por certo, Allah é o terceiro de três." E não há deus, senão um Deus Único. E, se não se abstiverem do que dizem, em verdade, doloroso castigo tocará os que, entre eles, renegaram a Fé. [8]
Ó seguidores do Livro! ( os cristãos) Não vos excedais em vossa religião, e não digais acerca de Allah, senão a verdade. O Messias, Jesus filho de Maria não é senão o Mensageiro de Allah e seu Verbo, que Ele lançou a Maria, e espírito vindo dEle. Então, crede em Allah, e em Seus Mensageiros, e não digais: "Trindade". Abstende-vos de dizê-lo: é-vos melhor. Apenas, Allah é Deus único. Glorificado seja! Como teria Ele um filho?! Dele é o que há nos céus e na terra. E basta Allah por Patrono! [9]

       Para o Corão a Trindade Cristã é composta pelo Pai, por Jesus e por Maria: E lembra-lhes de quando Allah dirá: "Ó Jesus, filho de Maria! Disseste tu aos homens. 'Tomai-me e a minha mãe por dois deuses, além de Allah?' " Ele dirá: Glorificado sejas! não me é admissível dizer o que não me é de direito. Se o houvesse dito, com efeito, Tu o haverias sabido. Tu sabes o que há em mim, e não sei o que há em Ti. por certo, Tu, Tu és O profundo Sabedor das cousas invisíveis. [10]

       O Corão aceita os milagres realizados por Jesus que foram narrados no Novo Testamento, mas o Jesus descrito no Corão também realizou milagres que foram apenas narrados nos evangelhos apócrifos: E fá-lo-á mensageiro para os filhos de Israel, aos quais dirá; " Chegai-vos com um sinal de vosso Senhor. Eu vos criareis do barro uma figura igual ao pássaro e nela, soprarei e será pássaro, com a permissão de Allah. E curarei o cego de nascença, e o leproso, e darei vida aos mortos, com a permissão de Allah. E informar-vos -ei do que comeis e do que entesourareis em vossas casas. Por certo, há nisso um sinal para vós, se sois crentes." [11]

       Jesus também deu vida à pássaros de barro no Evangelho Pseudo-Tomé:  Este Menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se um dia brincando no leito de um riacho, depois de haver chovido. E represando a correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com a sua palavra.
Fez depois uma massa mole com o barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era então um Sábado e havia outros meninos brincando com ele. Porém, um certo homem judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até o seu pai José e contou-lhe tudo: " Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia do Sábado.
José veio ter ao local e, ao vê-lo, ralou com ele dizendo: " Por que fazes no Sábado o que não é permitido fazer?" Mas Jesus batendo palmas, dirigi-se às figurinhas ordenando-lhes; "Voai!" E os passarinhos foram todos embora gorjeando. Os judeus, ao verem isso, encheram-se de admiração e foram contar aos seus superiores o que haviam visto Jesus fazer. [12]

       No Corão, Jesus ainda bebê e estando no berço, fala revelando sua missão neste mundo. É encontrada uma passagem semelhante no Evangelho Árabe da Infância:"Então, ela apontou para ele. Eles disseram; "Como falaremos a quem está no berço, em sendo infante?" 
O bebê disse: " Por certo, sou o servo de Allah, Ele me concederá o Livro (o Evangelho), e me fará Profeta" [13]
...Jesus falou quando estava no berço e que disse a sua mãe Maria; " Eu, que nasci de Ti, sou Jesus, O filho de Deus, o Verbo, como te anunciou o anjo Gabriel, e meu Pai me enviou para a salvação do mundo." [14]

       Jesus tem um papel de destaque na escatologia islâmica, pois no Corão Jesus não foi crucificado, tendo sido levado aos céus pelo próprio Deus e um sósia teria sido crucificado em seu lugar, mas quando o juízo final estiver próximo ele retornará. Para oIslam Jesus retornará em um momento em que os muçulmanos estarão sendo muito perseguidos pelo falso Messias e seu exército de 70 000 judeus. Jesus irá derrotá-los e implantará um governo islâmico mundial, passando a viver nesta terra por quarenta anos, se casando e tendo filhos. Depois morrerá.
E por seu dito: " por certo matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah." Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado. E, por certo, os que discreparam a seu respeito estão em dúvida acerca disso. Eles não tem ciência alguma disso, senão conjecturas, que seguem. E não o mataram seguramente;
Mas, Allah ascendeu-o até Ele. E Allah, é Todo -Poderoso, Sábio. [15]
E, por certo, ele será indício da Hora [16]: então, não a contesteis, e segui-me. Isto é uma senda reta. [17]

       Estas afirmações do Corão estão de acordo com o evangelho Apócrifo de Barnabé, que segundo o Islam, é o único evangelho digno de confiança por afirmar que Jesus não era filho de Deus, somente um mensageiro, e que não foi crucificado.

        O Corão deixa bem claro que a posição do Islam de que Jesus foi apenas um profeta enviado aos israelitas:
Ele não é senão um servo, a quem agraciamos e de quem fizemos um exemplo para os filhos de Israel. [18]
O Messias, filho de Maria, não é senão um Mensageiro: antes dele, com efeito, outros Mensageiros passaram. E sua mãe era veracíssima. ambos comiam alimentos como os demais. Olha como tornamos evidentes, para eles, os sinais; em seguida, olha como se distanciam destes. [19]


Notas:

[1] Corão, 3.45-47

[2] Idem, 6.101

[3] Idem, 10.68

[4] Idem, 19.35

[5] Idem, 19.88-92

[6] Idem, 3.59

[7] Declaração feita durante uma visita realizada a uma mesquita muçulmana localizada no município do Rio de Janeiro, no dia 05/06/2009 onde após a oração do meio-dia me foi gentilmente concedida uma entrevista.

[8] Corão, 5.72-73

[9] Idem, 4.171

[10] Idem, 5.116

[11] Idem, 3.49

[12] Capítulo dois do Evangelho Pseudo-Tomé

[13] Corão, 19. 29-30 ( O contexto da passagem é o seguinte: Maria está sendo acusada de fornicação pelo fato de ter tido um filho estando ainda solteira, então ela aponta para o berço onde esta o seu filho recém nascido, para que os seus acusadores o interrogassem, e este lhe serviria de testemunha de defesa.)

[14] Evangelho Árabe da infância capítulo 1

[15] Corão 4. 157-158

[16] O Islam usa o termo "Hora" para designar o dia do juízo final.

[17] Corão, 43.61

[18] Idem, 43.59

[19] Idem, 5.75


Referências Bibliográficas:


ISBELLE, Sami Armed. Islam, A sua crença e a sua prática. 1. ed. Rio de Janeiro: Azaan, 2003.

NARS, Dr. Helmi. Tradução do Sentido do nobre Alcorão para a língua portuguesa, com a colaboração da Liga Islâmica Mundial, em Makkah Nobre.

PROENÇA, Eduardo de (org.). Apócrifos e Pseudo-epígrafos da Bíblia.  1. ed. São Paulo: Fonte Editorial, 2005.

A Esperança dos Profetas

A Esperança dos Profetas



Resultado de imagem para profetas maioresCaindo e levantando, o povo foi andando, procurando ser o povo de Deus e buscando atingir para si e para os outros os bens da promessa divina. Muitas vezes, porém, esquecia o chamado de Deus e se acomodava. Em vez de servir a Deus, queria que Deus servisse ao projeto que eles mesmos tinham inventado. Invertiam a situação. Era nestas horas que surgiam os profetas para denunciar o erro e para anunciar de novo à vontade de Deus ao povo.

A Bíblia conserva as palavras de quatro profetas chamados Maiores:Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, e de doze Menores. Muitos outros profetas são mencionados na Bíblia. O maior deles foi Elias. Os profetas, cujos nomes, gestos e palavras foram conservados, são como flores. Elas supõem um chão, uma semente e uma planta. O chão, a semente e a planta destes profetas são as comunidades que lhes transmitiram a fé; são os inúmeros profetas locais, cujos nomes foram esquecidos. É como hoje. Os grandes profetas são conhecidos no país inteiro, mas eles só puderam surgir graças ao povo anônimo e fiel das suas comunidades.

Diante das falhas constantes do povo, desviado por seus falsos líderes, os profetas começaram a alimentar no povo uma nova esperança. Diziam: no futuro, o projeto de Deus será realizado através de um enviado especial, um novo líder, fiel e verdadeiro, chamado Messias.

Foi esta esperança maior, alimentada pelos profetas, que sustentou o resto fiel do povo e o ajudou a superar as duras crises da sua caminhada. O resto fiel eram, sobretudo, os pobres que punham sua esperança unicamente em Deus (cf. Sf 3,12). Como a mãe enfrenta as dores do parto, porque tem amor à vida nova que ela carrega dentro de si, assim os pobres enfrentavam as dores da caminhada, porque tinham amor à promessa divina que eles carregavam dentro de si. Eles acreditavam na vida nova que dela haveria de surgir para todos os homens. Esta vida nova chegou, finalmente, em Jesus, o Messias.

A esperança dos pobres se realiza em Jesus e nas comunidades

Para realizar a missão do Messias, Deus não mandou qualquer um. Mandou o seu próprio Filho! Jesus, o Filho de Deus, realizou a promessa do Pai, trouxe a libertação para o povo e anunciou a Boa-Nova do Reino aos pobres.

A pregação de Jesus não agradou a todos. Os doutores da Lei, os fariseus, os saduceus e os sacerdotes imaginavam a vinda do Reino como uma simples inversão da situação, sem mudança real no relacionamento entre os homens e entre os povos. Eles, os judeus, dominados pelos romanos, ficariam por cima e seriam os senhores do mundo, e os que estavam por cima ficariam por baixo.

Mas não era assim que Jesus entendia o Reino do Pai. Ele queria uma mudança radical. Para ele, o povo de Deus tinha de ser um povo irmão e servidor, e não um povo dominador a ser servido pelos outros povos (cf. Mt 20,28).

Jesus iniciou esta mudança: colocou-se do lado dos pobres, marginalizados pelo sistema dos líderes judeus, denunciou este sistema como contrário à vontade do Pai e convocava a todos para mudar de vida. Mas os grandes não quiseram. O que era Boa Notícia para os pobres era má notícia para os grandes, pois Jesus exigia deles que abandonassem os seus privilégios injustos e as suas idéias de grandeza e de poder. Eles preferiram as suas próprias idéias, rejeitaram o apelo de Jesus e o mataram na cruz com o apoio dos romanos.

Foi aí que o Pai mostrou de que lado ele estava. Usando o seu poder que protege a vida, ressuscitou Jesus. Animados por este mesmo poder de Deus que vence a morte, os seguidores de Jesus, os primeiros cristãos, organizaram a sua vida em pequenas comunidades, viviam em comunhão fraterna, tinham tudo em comum e já não havia mais necessitados entre eles (cf. At 2,42-44).

Assim, a vida nova, prometida no Antigo Testamento e trazida por Jesus, apareceu aos olhos de todos na vida dos primeiros cristãos. Eles se tornaram “a carta de Cristo, reconhecida e lida por todos os homens” (cf. 2Cor 3,2-3). Neles apareceu o Novo Testamento! É na vida comunitária dos primeiros cristãos, sustentada pela fé em Jesus, vivo no meio deles, que apareceu uma amostra clara do projeto que o Pai tinha em mente quando chamou Abraão e quando decidiu libertar o seu povo do Egito.

Jesus trouxe a chave para o povo poder entender o sentido verdadeiro da longa caminhada do Antigo Testamento. Os primeiros cristãos, usando esta chave, conseguiram abrir a porta da Bíblia e souberam entender e realizar a vontade do Pai. O Antigo Testamento é o botão, o Novo Testamento é a flor que nasceu do botão. Um se explica pelo outro. Um sem o outro não se entende. Como eles, assim também nós devemos reler a nossa história à luz de Cristo, com a ajuda da Bíblia, e tentar descobrir dentro dela o apelo de Deus, desde o seu começo.

TRIGONOMETRIA

TRIGONOMETRIA

A Trigonometria é o estudo de relações existentes entre lados e ângulos de triângulos, especialmente por meio das definições de seno, cosseno e tangente.

Trigonometria (trigono: triângulo; metria: medidas) é o estudo da Matemática responsável pela relação existente entre os lados e os ângulos de um triângulo. Nos triângulos retângulos (possuem um ângulo de 90º), as relações constituem os chamados ângulos notáveis (30º, 45º e 60º), que possuem valores constantes representados pelas relações seno, cosseno e tangente. Nos triângulos que não possuem ângulo reto (ângulo de 90º), as condições são adaptadas na busca pela relação entre os ângulos e os lados.
Um pouco da História da Trigonometria
Os estudos iniciais estão relacionados com os povos babilônicos e egípcios e foram desenvolvidos pelos gregos e indianos. Por meio da prática, conseguiram criar situações de medição de distâncias inacessíveis. Hiparco de Niceia (190 a.C. a 125 a.C.) foi um astrônomo grego que introduziu a Trigonometria como ciência. Por meio de estudos, ele implantou as relações existentes entre os elementos do triângulo.
Teorema de Pitágoras possui papel importante no desenvolvimento dos estudos trigonométricos, pois é por meio dele que desenvolvemos fórmulas teóricas comumente usadas nos cálculos relacionados com situações práticas cotidianas.
Devemos ressaltar que a Trigonometria objetivou a elaboração dos estudos das funções trigonométricas, relacionadas aos ângulos e aos fenômenos periódicos. A partir do século XV, a modernidade dos cálculos criou novas situações teóricas e práticas relacionadas aos estudos dos ângulos e das medidas. Com a criação do Cálculo Diferencial e Integral pelos cientistas Isaac Newton e Leibniz, a Trigonometria ganhou moldes definitivos no cenário da Matemática, sendo constantemente empregada em outras ciências, como Medicina, Engenharia, Física, Química, Geografia, Astronomia, Biologia, Cartografia, entre outras.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/matematica/trigonometria.htm

Democracia Ateniense

Democracia Ateniense

A democracia em Atenas tinha um conceito diferente do atual
A democracia em Atenas tinha um conceito diferente do atual.


No estudo das sociedades clássicas costumamos destacar especialmente o incisivo papel em que as práticas e instituições nascidas no mundo grego influenciaram a formação do mundo contemporâneo. Entre as várias instituições consolidadas no mundo grego, a noção de democracia é uma das que mais despertam nosso interesse na busca por paralelos que aproximem o mundo antigo do contemporâneo.
A história da democracia ateniense pode ser compreendida à luz de uma série de transformações sofridas pela sociedade e economia ateniense. Até os séculos VII e VI, o poder político ateniense era controlado por uma elite aristocrática detentora das terras férteis de Atenas: os eupátridas ou “bem nascidos”.
Nesse meio tempo, uma nascente poderosa classe de comerciantes, os demiurgos, exigia participação nos processos decisórios da vida política ateniense. Além disso, pequenos comerciantes e proprietários acometidos pela escravidão por dívidas, exigiam a revisão do poder político ateniense. Com isso, os eupátridas viram-se obrigados a reformular as instituições políticas da cidade-Estado.

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Um grupo de legisladores foi responsável por um gradual processo de transformação política. Em 621 a.C., Drácon resolveu estabelecer um conjunto de leis escritas que dariam lugar às leis orais anteriormente conhecidas pelos eupátridas. Mesmo não enfraquecendo o poder da aristocracia essa primeira medida possibilitou uma nova tradição jurídica que retirava o total controle das leis invocadas pelos eupátridas.
A partir de 594 a.C., Sólon, o novo legislador, ampliou o leque de reformas políticas em Atenas, eliminou a escravidão por dividas e resolveu dividir a população ateniense por meio do poderio econômico de cada indivíduo. Dessa forma, os comerciantes enriquecidos conquistaram direito de participação política. Além disso, novas instituições políticas foram adotadas.
A Bulé ou Conselho dos Quinhentos era um importante órgão legislativo que dividia as funções antes controladas pelo Areópago ateniense controlado pelos aristocratas. A Eclésia foi uma instituição mais ampla onde os cidadãos poderiam aprovar ou rejeitar as leis elaboradas pela Eclésia. Por último o Helieu seria composto por juízes incumbidos de julgar os cidadãos atenienses de acordo com as leis escritas.
Em resposta, as elites agrárias atenienses rivalizaram com esse primeiro conjunto de mudanças. A agitação política do período deu margem para que ações golpistas abrissem espaço para a ascensão dos governos tirânicos. Os principais tiranos foram Psístrato, Hiparco e Hípias. No fim do século VI a.C. a retração dos direitos políticos mais amplos incentivou uma mobilização popular que levou à ascensão política de Clístenes, em 510 a.C..
Em seu governo, os atenienses passavam a ser divididos em dez tribos que escolhiam seus principais representantes políticos. Todo ateniense tinha por direito filiar-se a uma determinada tribo na qual ele participaria na escolha de seus representantes políticos no governo central. Dessa maneira, o grau de participação entre os menos e mais abastados sofreu um perceptível processo equalização.
Outra ação importante, a medida de Clístenes foi a adoção do ostracismo. Por meio desta, todo e qualquer indivíduo considerado uma ameaça ao governo democrático seria banido por dez anos. Apesar de seu isolamento, o punido ainda teria direito de posse sobre suas terras e bens. De forma geral, esse foi um importante dispositivo que impedia o surgimento de novos tiranos em Atenas.
Aparentemente, podemos concluir que Clístenes foi o reformador capaz de estabilizar o regime democrático ateniense. Alem disso, ficamos com a ligeira impressão de que a igualdade entre os cidadãos de Atenas fora realmente alcançada. Porém, o conceito de cidadania dos atenienses não englobava, de fato, a maioria da população.
Somente os homens livres, de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos e nascidos na cidade eram considerados cidadãos. As mulheres, escravos e estrangeiros não desfrutavam de nenhum tipo de participação política. Dessa forma, a democracia ateniense era excludente na medida em que somente um décimo da população participava do mundo político ateniense.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SOUSA, Rainer Gonçalves. "Democracia Ateniense"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm>. Acesso em 12 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/historiag/democracia-ateniense.htm


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EVOLUCIONISMO CULTURAL, SEGUNDO LEWIS MORGAN

EVOLUCIONISMO CULTURAL, SEGUNDO LEWIS MORGAN


Lewis Morgan designou três grandes períodos étnicos que marcaram a história humanidade: a Selvageria, a Barbárie e a Civilização.

De acordo com a teoria evolucionista da humanidade, a história do homem seguiu, desde sempre, um mesmo caminho, linear e progressivo. Analisando algumas condições entendidas como universais, pode-se traçar o caminho realizado pelo homem desde seus primórdios até os dias de hoje, evidenciando uma diferença temporal entre aqueles que ainda não possuíam determinados estágios desenvolvidos.
Seguindo a tendência de alguns etnólogos, que tinham como base no séc. XIX a Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin, Lewis Morgan determinou que as condições básicas que se pode analisar em cada estágio da história humana são, por um lado, as invenções e descobertas e, por outro lado, o surgimento das primeiras instituições. Dessa forma, constatam-se alguns fatos que marcavam a gradual formação e desenvolvimento de certas paixões, ideias e aspirações, comuns aos humanos em cada estágio. Estes fatos são:
1.      A subsistência;

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2.      O governo;
3.      A linguagem;
4.      A família;
5.      A religião;
6.      A arquitetura;
7.      A Propriedade.
Cada um desses fatos e seus desenvolvimentos caracterizariam a formação de um período étnico, permitindo a sua identificação e distinção dos demais. De forma geral, Morgan designou três grandes períodos étnicos da humanidade: a Selvageria, a Barbárie e a Civilização. Vejamos como ocorreram:
  • A selvageria iniciou-se com o surgimento da raça humana, adquirindo uma dieta à base de peixes e também desenvolvendo o conhecimento e uso do fogo, chegando, por fim, à invenção do arco e flecha;
  • A barbárie é a fase imediatamente posterior à selvageria, tendo como característica distintiva a invenção da arte da cerâmica. É também caracterizada pela domesticação de animais, bem como do cultivo de plantas através de um sistema de irrigação. O uso de tijolos de adobe e pedras na construção de moradias também fez parte deste período. Por fim, a invenção do processo de fundição do minério de ferro e o uso de ferramentas deste metal.
  • A civilização, período ao qual pertencemos, tem início, conforme Morgan, com a invenção do alfabeto fonético e o uso da escrita e estende-se, como dito, até a atualidade.
É assim que Morgan entende o sentido da evolução humana. Em cada uma dessas etapas, as invenções passaram por um processo de adaptação progressiva. Pode-se entender que o homem civilizado, porque tem armas mais sofisticadas, instrumentos que exijam uma tecnologia mais avançada e instituições mais consolidadas, é o padrão de referência para o julgamento dos homens nos tempos anteriores a esse status. Mas, será que o índio ou o aborígene não tem cultura? Não seguem regras e não possuem também linguagem? Essa crítica pode ser levantada, pois a chamada civilização torna-se juiz de si mesma, isso criou o que conhecemos na história como Etnocentrismo, ou seja, uma etnia no centro, julgando as outras a partir de suas próprias condições.
Portanto, é deste modo que a sociedade atual fala em progresso, em evolução e institucionalização, pois segue a ideia clássica de que a humanidade tem uma mesma origem no tempo, embora em espaços diferentes, mas que aquelas sociedades que se livram das condições de estágios anteriores, alcançaram o nível de civilidade, enquanto as outras que não se livraram dessas mesmas condições continuam, seja num estágio de selvageria, seja num estágio de barbárie.


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "Evolucionismo cultural, segundo Lewis Morgan"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/evolucionismo-cultural-segundo-lewis-morgan.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.

SIMBOLOS LÓGICOS

Resultado de imagem para símbolos lógicos matemáticosAo longo dos anos, a Matemática tem se aprimorado de forma a facilitar os cálculos e a compreensão dos colaboradores, os símbolos deixam-na cada vez mais dinâmica e aplicável no contexto do cotidiano. A lógica tem o papel de formalizar e deixar mais simples os cálculos, no intuito de universalizar os estudos e o próprio ensino da Matemática. Os símbolos foram surgindo e sendo introduzidos com a evolução da forma de pensar e raciocinar do homem, do surgimento de cálculos complexos, da aplicação nas diversas ciências em que a Matemática contribui, na fundamentalização de situações práticas. 

Símbolos lógicos matemáticos 

[x]
~ negação 
^ e 
v ou 
→ se, então 
↔ se e somente se 
/ tal que 
existe 
existe um e somente um 
qualquer que seja 


Principais Símbolos Matemáticos 

+ mais, positivo 
– menos, subtração 
x vezes, multiplicação 
/, ÷, : dividir 
= igual 
≠ diferente 
< menor que 
> maior que 
≤ menor ou igual 
≥ maior ou igual 
~ aproximadamente igual 
≡ equivalente a 
{ } chaves 
[ ] colchetes 
( ) parênteses 
% por cento 
√ raiz quadrada 
∞ infinito 
Є pertence 
não pertence 
{ } conjunto vazio 
∩ intersecção 
U união 
está contido 
contém 
não está contido 
sen: seno 
cos: cosseno 
tg: tangente 
cotg: cotangente 
sec: secante 
cosec: cossecante 
∑ somatório 
// paralelo 
º grau 
‘ minuto 
“ segundo 
N números naturais 
Z números inteiros 
Q números racionais 
I números irracionais 
R números reais 

Em razão do incessante interesse do homem em criar, inventar, reinventar, aprimorar, a Matemática tem se tornado uma ferramenta de grande importância na evolução da sociedade.


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SILVA, Marcos Noé Pedro da. "Símbolos Lógicos"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/matematica/simbolos-logicos.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa:  http://brasilescola.uol.com.br/matematica/simbolos-logicos.htm

PLANO CARTESIANO

PLANO CARTESIANO

Criado por René Descartes, o plano cartesiano consiste em dois eixos perpendiculares, sendo o horizontal chamado de eixo das abscissas e o vertical de eixo das ordenadas. O plano cartesiano foi desenvolvido por Descartes no intuito de localizar pontos num determinado espaço. As disposições dos eixos no plano formam quatro quadrantes, mostrados na figura a seguir:




O encontro dos eixos é chamado de origem. Cada ponto do plano cartesiano é formado por um par ordenado (x , y ), onde x: abscissa e y: ordenada.

[x]

Marcando pontos no plano cartesiano

Dados os pontos A(3,6), B(2,3), C(-1,2), D(-5,-3), E(2,-4), F(3,0), G(0,5), represente-os no plano cartesiano.

Marcando o ponto A(3,6)
Primeiro: localiza-se o ponto 3 no eixo das abscissas
Segundo: localiza-se o ponto 6 no eixo das ordenadas
Terceiro: Traçar a reta perpendicular aos eixos, o encontro delas será o local do ponto.

O sistema de coordenadas cartesianas possui inúmeras aplicações, desde a construção de um simples gráfico até os trabalhos relacionados à cartografia, localizações geográficas, pontos estratégicos de bases militares, localizações no espaço aéreo, terrestre e marítimo.


Veja mais!
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SILVA, Marcos Noé Pedro da. "Plano Cartesiano"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/matematica/plano-cartesiano.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/matematica/plano-cartesiano.htm

VELOCIDADE DA LUZ X VELOCIDADE DO SOM

VELOCIDADE DA LUZ X VELOCIDADE DO SOM

Em períodos de festa junina os fogos de artifícios são muito utilizados pelos foliões, que comemoram suas devoções junto aos estrondos e luminosidade dos “foguetes”.
O estouro do foguete produz uma luz e um som, se estamos a certa distância do local da festa conseguimos ver a luz e depois escutamos som do “foguete”.
Em uma tempestade, antes de ouvirmos o barulho do trovão vemos o clarão do relâmpago. Por que vemos primeiro a luz e depois ouvimos o som?

[x]

Isso acontece porque a velocidade da luz é muito superior à velocidade do som. Temos que a velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 Km/s e a velocidade do som aproximadamente 340 m/s (1224 Km/h). O barulho do trovão é uma onda sonora produzida pelo movimento das descargas elétricas na atmosfera, que pode acontecer de três maneiras:

 Entre nuvem e solo;
 Entre solo e nuvem;
 Entre nuvens.

Um cálculo simples para sabermos o local aproximado das descargas elétricas pode ser realizado da seguinte forma:

Marque o tempo entre a luminosidade do raio e o som do trovão. Vamos supor que levaram 3 segundos entre a descarga elétrica e o trovão. Multiplique o tempo pela velocidade do som: 3 x 340 = 1020. Podemos constatar que a interação das cargas elétricas ocorreu a uma distância de 1020 metros do observador.


Aplicação


Um grupo de soldados do Exército está acampado em uma reserva ecológica. O Sargento do grupo irá realizar o seguinte treinamento: utilizando um rádio amador deverá contactar outra equipe a vários metros de distância, ordenando que um foguete seja lançado para cima. O tempo em que transcorreu entre a luz e o som foram de 6 segundos. A equipe do Sargento deverá se orientar pelo foguete e determinar a distância aproximada do outro grupo. Como eles deverão fazer isto?

Resolução:
Partindo da ideia da velocidade do som, eles poderão marcar o tempo entre a luz do foguete e o som, que foi de 6 segundos, multiplicando o tempo pela velocidade do som.

6 x 340 = 2040 metros

A outra equipe está a uma distância de 2040 metros.


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SILVA, Marcos Noé Pedro da. "Velocidade da Luz x Velocidade do Som "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/matematica/velocidade-luz-x-velocidade-som.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/matematica/velocidade-luz-x-velocidade-som.htm

SOCIOLOGIA


A Sociologia é a ciência que se dedica a estudar e compreender os fenômenos sociais atrelados às nossas relações sociais.

O que é Sociologia? Para que ela nos serve? Você certamente já se perguntou isso em algumas das aulas sobre essa matéria ou mesmo depois de ler uma entrevista feita com um sociólogo que falava interminavelmente sobre os mais diversos e complexos assuntos, que, aparentemente, pareciam ser tão simples de serem tratados. Você me pergunta: “Então, a Sociologia é a ciência que complica tudo?” Bom... é quase isso...
Sociologia estuda a vida social humana de grupos e sociedades. Isso quer dizer que os sociólogos ocupam-se do estudo sobre o comportamento humano em seu meio social, na tentativa de compreender os desdobramentos de nossos atos individuais ou comunitários. Como você pode imaginar, não é um trabalho simples. Na verdade, trata-se de um esforço monumental; portanto, não há caminhos simples a serem tomados.
A ideia de uma matéria que se dedicaria ao estudo das sociedades percorreu um caminho sinuoso que está diretamente conectado a vários ramos do conhecimento humano. O período entre a Revolução Francesa e as grandes mudanças que acompanharam a Revolução Industrial pavimentou o caminho para o surgimento de uma matéria que se dedicaria ao estudo das enormes mudanças que se passavam em ritmo acelerado no meio social europeu. Foi o filósofo francês Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798-1857), ou simplesmente Augusto Comte, que se destacou na busca pela construção de uma área do conhecimento completamente voltada para o estudo desses novos fenômenos sociais.
Comte acreditava que as sociedades deveriam ser alvo de uma abordagem propriamente científica. Assim, uma nova área do conhecimento científico, voltada para o estudo e compreensão das leis gerais que regem o mundo social humano, deveria ser formada a partir dos princípios científicos das demais ciências da natureza. Seria por meio do método cientifico que as normas e as regras gerais dos fenômenos sociais seriam entendidas, o que nos daria o poder de intervir nos problemas sociais de forma a resolvê-los e eliminá-los de nossa convivência. Comte chamou essa nova ciência de Sociologia.
No decorrer do tempo, entretanto, os estudos sociológicos mudaram, pois, entendeu-se que nossa sociedade não possui regras fixas ou leis pétreas que regem os fenômenos sociais, o que, entretanto, não invalida os esforços iniciais de Comte. É pelo trabalho sociológico que podemos entender a complexidade de nosso mundo, ainda que sem conseguir determinar leis fundamentais. As regularidades de nosso comportamento e os aparatos sociais construídos para sustentar nossa convivência são objetos passíveis de observação e estudo, de forma que entendê-los é parte do esforço para entendermos a nós mesmos.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/

CLASSE SOCIAL

Encontrar uma definição de classe social não é tarefa nada fácil, ainda mais quando o tema não gera uma definição consensual entre estudiosos das mais diferentes tradições políticas e intelectuais. Porém, uma coisa é certa! Todos estão de acordo com o fato de as classes sociais serem grupos amplos, em que a exploração econômica, opressão política e dominação cultural resultam da desigualdade econômica, do privilégio político e da discriminação cultural, respectivamente.
Os principais conceitos de classe na tradição do pensamento social são: classe social e luta de classes de Karl Marx e estratificação social de Max Weber. De modo geral, no cotidiano, o cidadão comum tende a confundir as definições de classe social.
A concepção de organização social de Karl Marx e Friedrich Engels se baseia nas relações de produção. Nesse sentido, em toda sociedade, seja pré-capitalista ou capitalista, haverá sempre uma classe dominante, que direta ou indiretamente controla ou influencia o controle do Estado; e uma classe dominada, que reproduz a estrutura social ordenada pela classe dominante e assim perpetua a exploração.

[x]
Numa sociedade organizada, não basta a constatação da consciência social para a manutenção da ordem, pois a existência social é que determina a consciência. Em outras palavras, os valores, o modo de pensar e de agir em uma sociedade são reflexos das relações entre os homens para conseguir meios para sobreviver. Assim, as relações de produção entre os homens dependem de suas relações com os meios de produção e que, de acordo com essas relações, podem ser de proprietário/não proprietário, capitalista/operário, patrão/empregado. Os homens são diferenciados em classes sociais. Aqueles homens que detêm a posse dos meios de produção apropriam-se do trabalho daqueles homens que não possuem esses meios, sendo que os últimos vendem a força de trabalho para conseguir sobreviver. A luta de classes nada mais é do que o confronto dessas classes antagônicas. Essa é a concepção marxista de classe social.
Com o desenvolvimento do capitalismo industrial e na modernidade, a linguagem comum confunde com frequência o uso do termo classe social com estrato social. Para Weber, a estratificação das classes sociais é estabelecida conforme a distribuição de determinados valores sociais (riqueza, prestígio, educação, etc.) numa sociedade, como: castas, estamentos e classes.
Em Weber, as classes constituem uma forma de estratificação social, em que a diferenciação é feita a partir do agrupamento de indivíduos que apresentam características similares, como por exemplo: negros, brancos, católicos, protestantes, homem, mulher, pobres, ricos, etc.
Em se tratando de dominação de classe, estabelecer estratos sociais conforme o grau de distribuição de poder numa sociedade é tarefa bastante árdua, porque o poder sendo exercido sobre os homens, em que uns são os que o detêm enquanto outros o suportam, torna difícil considerar que esse seja um recurso distribuído, mesmo que de forma desigual, para todos os cidadãos. Assim, as relações de classe são relações de poder, e o conceito de poder representa, de modo simples e sintético, a estruturação das desigualdades sociais. Para Weber, o juízo de valor que as pessoas fazem umas das outras e como se posicionam nas respectivas classes, depende de três fatores: poder, riqueza e prestígio; que nada mais são que elementos fundamentais para constituir a desigualdade social.
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*Créditos da imagem: De Visu / shutterstock

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CAMARGO, Orson. "Classe Social"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/classe-social.htm>. Acesso em 07 de agosto de 2017.

Fonte de referência, estudo e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/classe-social.htm

Ministério do Trabalho

Ministério do Trabalho A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 26 de novembro de 1930, foi uma das primeiras inic...