Escola Bíblica - 1º Trimestre 2019 - Lição 12

O Evangelho de Jesus, alcançando o Mundo!

Canal Luísa Criativa

sábado, 23 de março de 2019

Estamos Partindo

Estamos Partindo

sexta-feira, 15 de março de 2019

Aculturação


O futebol trazido pelos europeus foi absorvido por inúmeras cultuas diferentes * 
O futebol trazido pelos europeus foi absorvido por inúmeras cultuas diferentes *

Aculturação

O fenômeno da aculturação se dá pelo contato de culturas diferentes e pela adoção mútua de costumes pertencentes à cultura diferente.



É fato que todos nós possuímos aspectos de nossa vida que são ancorados na cultura que compartilhamos, em partes, com o meio social em que nos desenvolvemos. A cultura é parte do que somos e responsável por como vemos e entendemos o mundo em que existimos, de modo que interfere como nos apresentamos aos outros indivíduos e como assimilamos a imagem dos demais integrantes de nossa sociedade. Essa cultura que constituímos manifesta-se em nossa aparência, na forma como nos vestimos e até em nossas refeições diárias, na culinária que adotamos como usual. Mas esse aspecto tão amplo de nossas vidas não é estático ou imutável, muito pelo contrário. Nossa cultura está em constante processo de modelagem. Ao adotarmos costumes, valores ou mesmo símbolos diferentes, modificamos, por exemplo, hábitos culturalmente construídos, de modo que os parâmetros culturais que absorvemos de nossa família se alteram tanto no decorrer de nossa convivência social que dificilmente serão exatamente os mesmos que transmitiremos aos nossos filhos.
Esse processo de “modelagem” pela qual nossa cultura passa é resultante do fenômeno da aculturação. A aculturação é o nome dado ao processo de troca entre culturas diferentes a partir de sua convivência, de forma que a cultura de um sofre ou exerce influência sobre a construção cultural do outro.
Esse processo, porém, não deve ser confundido com outros fenômenos da interação entre culturas diferentes, como a assimilação cultural, processo em que um grupo cultural assimila ou adota costumes e hábitos de uma outra cultura em detrimento da sua. Nesse processo, a cultura “original” de um grupo é gradualmente substituída e se perde no decorrer do tempo. Embora possa ser um catalizador para essa assimilação, nem toda adoção de traços culturais diferentes resulta na substituição ou no abandono de outro aspecto cultural.
Como já vimos, a cultura não é imutável, mas o processo de aculturação não é equivalente à mudança cultural, na medida em que a adoção de certas características culturais, como por exemplo a mudança ou a adoção de uma forma diferente de se vestir, não necessariamente implicará no abandono ou na mudança de outro aspecto cultural. Como exemplo peguemos o caso da culinária oriental, que é amplamente apreciada ao redor do mundo, passando a ser consumida por diversos indivíduos de culturas diferentes sem que, no entanto, modifique seus hábitos ou a forma como pensam acerca de um ou outro aspecto de seu mundo.
Aculturação equivale à destruição de outra cultura?
De fato, o processo de aculturação é visto por muitos como responsável pela destruição ou o desgaste de culturas vistas como “originais”. Como a ideia inicial de Franz Boas (1858-1942), um dos mais importantes autores na área de estudos culturais, que pautava o fenômeno da aculturação pelo processo de mudança da cultura original. No entanto, autores como o antropólogo brasileiro Gilberto Freyre, trabalhavam com a ideia de que o processo de aculturação não é unilateral, de forma que as duas estruturas culturais que estão envolvidas no processo estão sujeitas a absorver um ou outro aspecto da cultura diferente de forma mútua, mesmo não sendo um processo simétrico.
Uma das maiores preocupações da antropologia brasileira é justamente a possibilidade da destruição das culturas indígenas que ainda resistem, em certa medida, no país. O processo de aculturação, que de várias maneiras culminou na mudança cultural e na assimilação dessas culturas indígenas, em certos aspectos pode ser visto na mudança da forma como se vestem, na construção de suas casas ou no gradual abandono de suas línguas. Mas a nossa sociedade urbanizada, por outro lado, adotou palavras das línguas indígenas que hoje usamos comumente, ainda mantém costumes culinários como o preparo de pratos como a tapioca e a mandioca, conhecimentos populares sobre medicina natural, como uso de plantas medicinais (a Copaíba e o guaraná são alguns exemplos).
Por esse motivo, a total destruição da cultura de um grupo só ocorreria em situações extremas, como por exemplo na instauração de um regime que priorize o genocídio cultural de uma etnia específica, e em um enorme período de tempo. Em seu processo “natural”, a aculturação se dá nos termos do grupo em questão, de acordo com suas necessidades. Levando em conta ainda que o processo de aculturação se dá de forma mútua, onde as duas partes adotam características culturais uma da outra, de forma que haverá sempre traços de outra cultura em sociedades que a diversidade e o contato entre grupos de culturas diferentes estejam presentes.
Créditos da imagem: sunsinger / Shutterstock.com
Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/aculturacao.htm

A Decadência da Moralidade

A Decadência da Moralidade

A violência excessiva é resultante da decadência da moralidade.
A violência excessiva é resultante da decadência da moralidade.
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A sociedade tem se mostrado cada vez mais desprendida de condutas morais que em anos atrás se fazia valer. Segundo Lázaro Curvêlo Chaves (bacharel e licenciado em ciências sociais pela UFF), nas décadas de 50 a 70 não havia a modernidade de hoje, mas em contrapartida as pessoas viviam com mais segurança e com mais dignidade, já que os salários eram compatíveis com a realidade social (apesar de existir a pobreza, era em menor número em comparação aos dias atuais). 



Os meios de comunicação que antigamente eram utilizados com a finalidade de realmente fazer a comunicação de assuntos importantes entre pessoas hoje são utilizados como meios de alienação. Hoje, os meios de comunicação são utilizados para derrubar toda e qualquer moralidade partindo da defesa do individualismo e do direito de fazer o que tiver vontade.
A decadência da moralidade está estampada nas fraudes políticas, nas leis que defendem o individualismo, nas pessoas que não se preocupam com o próximo, nas propagandas que estimulam a sexualidade e ainda na sociedade que se deixa influenciar. O desvirtuamento dos valores morais traz conseqüências graves às pessoas, pois estimula adolescentes a iniciarem a vida sexual de forma precoce, estimula as pessoas a se desligarem do coletivismo e o preconceito contra os menos favorecidos. 

É necessário que a sociedade acorde para a real situação e revolucione o comportamento da nação e isso com responsabilidade e consciência. Existem valores éticos que são fundamentais para que a sociedade viva em harmonia.





Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/a-decadencia-moralidade.htm

A conciliação entre fé e razão para Fílon de Alexandria

A conciliação entre fé e razão para Fílon de Alexandria

O judeu Fílon nasceu na cosmopolita Alexandria. Em seu pensamento vemos uma possibilidade de conciliação entre fé e razão *

O judeu Fílon nasceu na cosmopolita Alexandria. Em seu pensamento vemos uma possibilidade de conciliação entre fé e razão *


As bases da filosofia cristã

A difusão do cristianismo, a partir do século I, é o pano de fundo para discussão entre fé e razão que mobilizou muitos filósofos a partir de então. Temos que considerar dois fatores que nos ajudam a entender esse processo:


1) Universalidade do cristianismo. A religião cristã, diferente de outras expressões religiosas, tinha o propósito de se tornar universal. Enquanto as religiões costumavam se referir a um povo e a uma cultura, o cristianismo queria converter todos os povos. Esse propósito tem sua expressão nas pregações de Paulo, como podemos notar em Gálatas 3, 28: “Desse modo não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus.”
2) Cosmopolitismo de Alexandria. É em Alexandria, no século I a.C., que encontramos uma aproximação entre o judaísmo e a cultura grega que dará origem a uma filosofia cristã. Romanos, egípcios, judeus e gregos conviviam com tolerância religiosa.
Fílon de Alexandria
É Alexandria que nasceu Fílon, conhecido como “Fílon, o judeu”, que faz uma primeira aproximação entre a filosofia grega e o judaísmo. Tudo o que se sabe sobre sua vida é aquilo que foi trazido pela obra do historiador Josefo. Embora não saibamos muito sobre sua vida, além de que era possivelmente integrante de uma rica família judaica, a obra de Fílon, cerca de quarenta tratados, trouxeram uma grande contribuição para o pensamento dos cristãos posteriores.
1) Aproximação entre judaísmo e filosofia grega.
Em seus comentários sobre o Pentateuco (os cinco livros iniciais do Antigo Testamento), há uma tentativa de aproximação entre judaísmo e filosofia grega a partir de uma influência que ele considera, mas nunca comprovada por documentos históricos, ter sido exercida pelo Antigo Testamento e pela tradição mosaica sobre os filósofos. Ele não via distinção entre as preocupações filosóficas com o ser e a physis da Revelação cultivada pela tradição judaica.
O historiador Werner Jaeger salienta que não era o objetivo de Fílon converter os gregos da importância da tradição mosaica. Ele se dirigia aos judeus mostrando a importância do pensamento filosófico. Vejamos:
“Para nós, Fílon de Alexandria é, evidentemente, o protótipo do filósofo judeu que absorveu toda a tradição grega e se serve do seu rico vocabulário conceptual e dos seus meios literários para provar o seu ponto de vista, não aos gregos, mas aos seus próprios compatriotas judeus. Isso é importante, visto que demonstra que toda a compreensão, mesmo entre gente não-grega, precisava do meio intelectual do pensamento grego e das suas categorias”( JAEGER, 1991, p. 47-48).
Fé e Razão
Percebemos, a partir desse fragmento, que para Fílon já havia um esboço da tentativa de conciliar fé e razão. Para ele, a Teologia era superior à filosofia, mas a filosofia era indispensável para que não se interpretasse as escrituras de forma literal. A respeito da Bíblia, ele recorre à noção de alegoria: para Fílon, as Escrituras teriam um sentido literal e um sentido oculto. Os personagens e situações que são compreendidos por uma leitura mais superficial escondem significados filosóficos em vários níveis. Para estar apto para essa leitura alegórica das Escrituras, a filosofia era indispensável. Por isso, Fílon considera os filósofos como inferiores aos profetas: para ele, a filosofia não consegue alcançar a perfeição de Moisés e, assim, não optava por uma filosofia em detrimento da outra, pois todas as doutrinas tendiam à imperfeição.
Ele diz:
“Como as ciências sobre as quais se baseia a cultura geral contribuem para o aprendizado da filosofia, assim também a filosofia contribui para a aquisição da sapiência. De fato, a filosofia é o esforço para alcançar a sapiência, e a sapiência é a ciência das coisas divinas e humanas e das causas destas. Portanto, como a cultura geral é serva da filosofia, assim também a filosofia é serva da sapiência” (FILON, De congressu eruditionis gratia. Apud. REALE. G., História da Filosofia Grega e Romana, p. 232).
Logos de Deus
Podemos perceber que, para Fílon, há uma distinção entre a atividade de filosofar e a “sapiência”, noção que talvez ele tenha desenvolvido a partir de Aristóteles. A sabedoria, para ele, procede do Logos Divino. O Logos, um princípio a partir do qual Deus opera no mundo, pode ser entendido como:
* Uma realidade incorpórea;
*Tem um aspecto imanente, pois o mundo sensível é criado a partir dele;
* Pode ser entendido como tendo a função de reunir os poderes de Deus, inúmeras expressões da sua atividade;
* Também pode ser entendido como a fonte dos poderes ilimitados de Deus; (Fílon cita dois: O poder criativo e o poder régio);
* Tem o sentido de “Palavra de Deus”, no sentido criador que aparece no Evangelho de João. Nesse sentido, foi apropriado pelos primeiros cristãos como uma prefiguração de Cristo, ou seja, Cristo seria o Logos de Deus;
* Tem um sentido ético como “Palavra de Deus que guia para o bem”;
* Por fim, ele entende o Logos como um cosmo inteligível que Deus cria em sua mente para, a partir dela, criar a matéria, ou seja, o mundo físico. Nesse sentido, ele concilia a noção de “mundo das ideias” de Platão ao pensamento religioso: aquilo que Platão se referiu como “ideias”, para Filon correspondia a pensamentos de Deus.
Antropologia de Fílon
Novamente, em sua concepção de humano, Fílon concilia o pensamento platônico ao pensamento religioso: se para Platão havia a distinção entre corpo, Fílon acrescenta uma terceira dimensão ao humano, a dimensão espiritual.
A alma humana corresponderia ao intelecto, material, terreno e corruptível. A alma humana não era imortal nessa concepção, como era Platão. Imortal é o Espírito (pneuma), conferido por Deus e que representa, portanto, o vínculo entre o humano e o divino. A partir dessa divisão, compreende-se que a vida humana teria três possibilidades: uma dimensão física/animal, referente ao corpo; uma dimensão racional, referente à capacidade de pensar da alma-intelecto; uma dimensão espiritual, referente à possibilidade de a alma humana viver segundo o Espírito.
Com essa terceira dimensão, a Espiritual, Fílon introduz a moral como parte da filosofia e da religião. A vida feliz, para ele, pode ser pensada a partir da figura de Abraão durante seu exílio: a ideia da realização humana está vinculada a uma espécie de “itinerário para Deus”, ideia que será desenvolvida por Santo Agostinho. O homem precisa, nesse sentido, transcender a si mesmo para se dedicar a Deus, fonte de tudo o que possui.
Créditos da imagem: Philon
JAEGER, WERNER. Cristianismo primitivo e paideia grega. Lisboa: Edições 70, 1991.
NASCIMENTO, Dax. “Fílon de Alexandria e a Tradição filosófica”. Mετανόια, n. 5, São João Del-Rei: UFSJ, 2003, p.55-80.
REALE, Giovanni. “Filo de Alexandria e a „filosofia mosaica‟”. História da Filosofia Grega e Romana, vol. VII- Renascimento do Platonismo e do Pitagorismo, segunda parte. São Paulo: Edições Loyola, 2008.

Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-conciliacao-entre-fe-razao-para-filon-alexandria.htm

quinta-feira, 14 de março de 2019

Deveres e Pecados na Redação do ENEM

Arqueólogo afirma ter descoberto o segredo por trás do misterioso “alinhamento perfeito” das Pirâmides do Egito

Arqueólogo afirma ter descoberto o segredo por trás do misterioso “alinhamento perfeito” das Pirâmides do Egito


Não são só apenas as câmaras ocultas, vazios misteriosos e arquitetura peculiar das Pirâmides de Gizé, no Egito, que intrigam os pesquisadores. Uma das questões mais discutidas sobre os monumentos é como eles foram construídos tão perfeitamente alinhados se à época não existia tecnologia avançada.
Embora estejam em certo desequilíbrio, os lados quadrados da Grande Pirâmide de Gizé – também conhecida como a Grande Pirâmide de Khufu – são bastante retos e alinhados, quase perfeitamente ao longo dos pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste.
“Os construtores da Grande Pirâmide de Khufu alinharam o grande monumento aos pontos cardeais com uma precisão de mais de quatro minutos de arco, ou um décimo quinto de um grau”, escreveu o arqueólogo e engenheiro Glen Dash em um artigo recente publicado no The Journal of Ancient Egyptian Architecture.
De fato, todas as três maiores pirâmides egípcias – duas em Gizé e uma em Dahshur – estão alinhadas de uma maneira impressionante para os métodos disponíveis à época de sua construção. “Todas as três pirâmides exibem o mesmo padrão de erro; elas estão ligeiramente inclinadas no sentido anti-horário a partir dos pontos cardeais”, acrescentou Dash.
Embora existam muitas hipóteses sobre como os antigos egípcios fizeram isso, entre elas, algumas que sugerem a utilização da Estrela Polar ou a sombra do sol para alinhá-las. No entanto, até o momento, ninguém foi capaz de descobrir exatamente o que aconteceu.
Em 2018, Dash sugeriu uma hipótese mais simples. Sua pesquisa recente mostra que os egípcios, há aproximadamente 4.500 anos, poderiam ter usado o equinócio do outono para alcançar um alinhamento perfeito.
O equinócio ocorre duas vezes por ano, quando o plano do equador da Terra passa pelo centro da órbita do Sol, fazendo com que a duração do dia e da noite sejam praticamente iguais.
O método de gnômon solar ou círculo indiano. A linha de sombra mostrada é típica daquela formada no verão. No inverno, a linha de sombra se curva para longe da haste vertical, ou gnômon. Ilustração: Wilma Wetterstrom
As medições de equinócios já haviam sido negligenciadas como um possível método de alinhamento, uma vez que não forneciam precisão suficiente. No entanto, o último trabalho de Dash sugere que isso realmente pode ter funcionado, por meio do uso de uma haste conhecida como gnômon.
Para comprovar sua teoria ele fez uma experiência, começando no primeiro dia do equinócio de outono em 2016 (22 de setembro de 2016) e utilizando um gnômon para lançar uma sombra. Esta técnica também é conhecido como Método do Círculo Indiano, como representado abaixo: 

Gif: Dash, JAEA (2018)

O pesquisador rastreou o ponto da sombra em intervalos regulares, formando uma curva suave de pontos. Então, no final do dia, com um pedaço de corda enrolado no polo, interceptou dois dos pontos da curva e criou uma linha quase perfeita que ia do Leste para o Oeste. “No equinócio, a ponta da sombra corre em linha reta e quase perfeitamente em leste-oeste”, escreve Dash. 


No equinócio, a linha de sombra corre em linha reta, muito próxima do leste-oeste. Ilustração: Wilma Wetterstrom.


Ele também mostrou o grau de erro ligeiramente anti-horário – que é semelhante ao pequeno erro encontrado no alinhamento das pirâmides de Khufu e Khafre, em Gizé, e da pirâmide Vermelha, em Dahshur.
O experimento foi realizado em Connecticut, nos EUA, mas Dash acredita que a mesma coisa deveria funcionar no Egito. Contudo, embora o artigo mostre que a técnica poderia ter sido usada para alinhar as pirâmides, ainda não temos nenhuma evidência sólida que realmente tenha sido feito desta maneira, embora esta seja a forma mais plausível de explicação até o momento.
Os egípcios, infelizmente, nos deixaram poucas pistas. Não foram encontrados documentos de engenharia ou planos arquitetônicos que forneçam explicações técnicas que demonstrem como alinharam qualquer um dos seus templos ou pirâmides“, escreveu o cientista.


Fontes de referência, estudo e pesquisa: 

https://www.sciencealert.com/an-archaeologist-has-figured-out-the-secret-of-the-pyramids-peculiar-alignment?perpetual=yes&limitstart=1

http://www.jornalciencia.com/arqueologo-afirma-ter-descoberto-o-segredo-por-tras-do-misterioso-alinhamento-perfeito-das-piramides-do-egito/

terça-feira, 12 de março de 2019

Kaon: partícula exótica e bizarra é descoberta e pode revelar o que aconteceu no universo após o Big Bang

Kaon: partícula exótica e bizarra é descoberta e pode revelar o que aconteceu no universo após o Big Bang


Para o novo estudo, uma equipe internacional de pesquisadores demonstrou a existência de um núcleo exótico contendo dois prótons e uma partícula fugaz, conhecida como kaon.
Um kaon é um tipo de méson que faz parte de grupo de partículas de vida curta que permeiam as forças entre prótons e nêutrons, de acordo com o instituto RIKEN Cluster for Pioneering Research. Eles são compostos de um par de quarks e antiquarks.
A existência dos mésons foi proposta pela primeira vez pelo físico japonês Hideki Yukawa. No entanto, sua natureza fugaz dificultou a identificação dos kaons. Por possuírem curta duração, os kaons são essencialmente “partículas virtuais”, que entram e saem rapidamente de existência. Sabendo disso, os pesquisadores tentaram localizá-los em um núcleo junto com nêutrons e prótons, onde poderiam se tornar uma partícula não virtual.
Então, usando o recuo da ejeção do nêutron, os cientistas foram capazes de substituir o nêutron pelo kaon, que então se ligou firmemente ao núcleo. De acordo com a equipe, o núcleo resultante continha dois prótons e um único kaon. A descoberta poderia ajudar a explicar como a massa surgiu após o nascimento do universo, bem como poderia melhorar nossa compreensão dos fenômenos quânticos.
Mais importante do que isso é que a pesquisa demonstrou que os mésons podem existir na matéria nuclear como uma partícula real – é como se fosse possível o açúcar não ser dissolvido na água, fez uma analogia o chefe da equipe, Masahiko Iwasaki.
Isso abre uma maneira totalmente nova de ver e entender os núcleos. A compreensão de tais núcleos exóticos nos dará ideias sobre a origem da massa de núcleos, bem como formas de matéria no núcleo de estrelas de nêutrons”, comentou.
Pretendemos continuar experimentos com núcleos mais pesados ​​para aprofundar nossa compreensão do comportamento de ligação dos kaons”, concluiu.
 O que é a Teoria do Big Bang?

Trata-se de um modelo cosmológico usado para descrever o começo e evolução do nosso universo. Ela diz que o universo estava em um estado muito quente e denso antes de começar a se expandir há 13,7 bilhões de anos.
A teoria é baseada em observações fundamentais, como a feita pelo telescópio Hubble – lançado em 1990, e pesquisas e análises feitas em 1920, que observaram que a distância entre as galáxias aumentava em todo o universo. Isso significa que as galáxias tinham que estar mais próximas umas das outras no passado – obrigatoriamente.
Em 1964, Wilson e Penzias descobriram a radiação de fundo cósmica (também observável em todo universo), que é como um fóssil de radiação emitida durante o começo do universo, quando este ainda estava quente e denso. A composição do universo – isto é, o número de átomos de diferentes elementos – é consistente com a Teoria do Big Bang.
Até o momento, a teoria é a única que temos para explicar por que observamos uma grande abundância de elementos primordiais no universo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Processo de Desertificação

LIÇÃO 11 - DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS – UM DOM IMPRESCINDÍVEL - 1º Trime...

Provas do Enem 2019 Acontecerão em 3 e 10 de Novembro

Provas do Enem 2019 Acontecerão em 3 e 10 de Novembro

Conforme matéria publicada na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) confirmou que as provas do Enem 2019 – Exame Nacional do Ensino Médio – acontecerão nos dias 3 e 10 de novembro, mantendo o formato de aplicação em dois domingos.
Além disso, o órgão também definiu as datas de outros dois eventos fundamentais para quem vai prestar o exame: o prazo para solicitação de isenção / justificativa de ausência no Enem 2018, que vai de 1º a 10 de abril; e o período de inscrições, que será entre 6 a 17 de maio. Vale esclarecer que desde o ano passado a solicitação da isenção da taxa de inscrição é feita antes do prazo de cadastro, para facilitar a organização do exame.
Apesar de declarações e polêmicas com relação ao Presidente da República afirmar que criará uma comissão para barrar questões com viés ideológico no Enem, o Ministério da Educação (MEC) não sinalizou nenhuma mudança no modelo de prova. Portanto, a avaliação continua trazendo 180 questões objetivas de múltipla escolha (com 5 alternativas cada sendo apenas uma correta) mais uma proposta de redação distribuídos nos dois dias de aplicação, conforme detalhado a seguir:
  • Dia 1 (03 de Novembro): 45 questões de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias + 45 itens de Ciências Humanas e Suas Tecnologias + Redação, em 5h30min;
  • Dia 2 (10 de Novembro): 45 questões de Matemática e Suas Tecnologias + 45 itens de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias + Redação, em 5h00min.
O horário de aplicação, que deve ser mantido em 13h – Horário Oficial de Brasília, bem como o cronograma completo com outras datas importantes, como a liberação do cartão de confirmação de inscrição e o resultado com as notas individuais, por exemplo, sairão apenas no Edital, previsto para ser publicado oficialmente neste mês de março.
O desempenho dos candidatos no exame continuará sendo utilizado para acesso dos candidatos ao ensino superior público e privado, por meio de programas como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Fonte: Portal Inep - InfoEnem

sábado, 9 de março de 2019

A definição de Estado na Política aristotélica

A definição de Estado na Política aristotélica

Aristóteles e a política aristotélica
                                                                   Aristóteles e a política aristotélica

A comunidade política, que é a soberana em relação às comunidades reunidas em torno dessa, é a cidade. A cidade é a composição de lares e vilas, sendo um último grau de comunidade. Porém, ela é soberana e visa o bem soberano. Vejamos de que modo se formam as comunidades:
A primeira comunidade é o lar, que é formado por três relações:
1. Casal (homem-mulher) – essa relação é natural e visa à procriação. Trata-se de uma necessidade, onde os dois dependem um do outro para a sua existência e perpetuação da espécie. É a universalidade entre macho e fêmea para a satisfação de um bem, uma carência do ser humano. Aqui se dá o poder político entre seres livres e iguais. Porém, este poder difere de sentido de homem para homem. No casal, o poder de governar é permanentemente do homem, pois este é apto para ordenar, enquanto que à mulher cabe apenas obedecer;
2. Pai e filho – é o poder régio, sobre os seres livres e desiguais. Essa desigualdade está baseada na diferença de idade, cabendo ao filho obedecer ao pai;
3. Senhor e escravo – o senhor é apto por natureza a governar e o escravo a obedecer e realizar trabalhos manuais. É o poder despótico sobre seres não livres.
A segunda comunidade é a vila. A comunidade, conforme Aristóteles, evolui naturalmente como de uma criança para um adulto e deste para um idoso. A vila é a evolução do lar. Ele satisfaz, além da reprodução da espécie e nutrição do indivíduo, a administração da justiça e das cerimônias religiosas.
A terceira e última comunidade é a cidade, fim da evolução natural. É na cidade que o homem pode preencher suas necessidades de viver em comum por suas carências. A cidade é autárquica, e uma comunidade perfeita é o único meio dos homens gozarem da felicidade plena, porque essa consiste no aperfeiçoamento do intelecto, na construção das virtudes e na satisfação do espírito.
A cidade é, portanto, o fim nos dois sentidos do termo. Fim da evolução natural e é também o seu próprio fim, ou seja, ela é por si mesma. Além de o homem ser um animal político, é também, dentre todos os animais, o mais político, pois possui linguagem, a capacidade não só de um prazer ou dor, mas de ter um conceito do justo e do injusto, do bem e do mal. É esse conceito em comum que faz uma comunidade.
Percebe-se, assim, que o bem do indivíduo e o bem do Estado são da mesma natureza. E embora estes consistam em buscar a completude, somente na realização do Estado, satisfazendo os fins materiais e espirituais está a perfeição. Portanto, é no Estado que o homem é realmente homem, porque naturalmente político, pois fora disso, é um animal servil como os outros.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
CABRAL, João Francisco Pereira. "A definição de Estado na Política aristotélica"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-definicao-estado-na-politica-aristotelica.htm>. Acesso em 09 de marco de 2019.

terça-feira, 5 de março de 2019

O Carnaval: sua origem e significado

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O Carnaval: sua origem e significado

“Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquente! E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das suas mãos. Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. Portanto, o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram. Então, o plebeu se abaterá, e o nobre se humilhará; e os olhos dos altivos se humilharão” (Isaías 5.11-15).

Isaías não se refere ao Carnaval, mas o texto nos mostra vários elementos comuns entre as festas pagãs daquela época e as atuais. O Carnaval apresenta muitos atrativos; inclusive, para os jovens cristãos. Hoje, muitas coisas são aceitas sob o pretexto de que “não tem nada a ver”. Precisamos tomar cuidado, pois essa festa tem sido um caminho de destruição para muitas vidas.
Para recebermos alguma coisa, não basta que haja beleza ou sabor. É preciso que saibamos a procedência. Já pensou se você estiver comendo um frango saboroso na casa de alguém e, de repente, souber que o mesmo veio de um despacho na encruzilhada. A procedência é uma informação importante.
A origem do Carnaval é um pouco obscura. Há quem afirme que a mesma esteja relacionada às homenagens à deusa Ísis no Egito, por volta do ano 4000 a.C. Porém, é mais concreta a ligação com as festas gregas ao deus Dionísio em 600 a.C. e às festas romanas ao deus Baco (deus do vinho), chamadas bacanais. Eram festas pagãs, incluindo orgias que se faziam em homenagem aos deuses como agradecimento pelas colheitas. Eram realizadas procissões que, com o tempo, se transformaram nos desfiles que conhecemos.
ORIGEM   
No ano 590 d.C., o papa Gregório incorporou o Carnaval ao calendário das festas cristãs. Sabendo que a Quaresma é um período de quarenta dias de jejum e santificação entre a quarta-feira de cinzas e a páscoa, o Carnaval foi oficializado como uma festa que se realiza antes da Quaresma. Devido ao fato de que, no período seguinte, o católico não poderia comer carne, tudo seria consumido nos dias antecedentes, mesmo porque não existiam geladeiras para que pudessem guardá-la. Então, era uma espécie de “despedida da carne”. Em latim, a festa era chamada “carne vale”, que significa “adeus à carne”.
As pessoas comiam carne até vomitar e bebiam até cair. Antes da santificação da Quaresma, as pessoas se entregavam também à liberação geral dos costumes, cometendo todo tipo de pecados, principalmente sexuais.
Na Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis iam à igreja católica (e muitos ainda vão) para receberem um pouco de cinza na testa, enquanto ouviam o padre dizer em latim: “Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris”  (Lembra-te homem, que tu és pó e ao pó voltarás).
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MODIFICAÇÕES E DIVERSIDADE – Influências italianas e francesas
Com o passar do tempo, o Carnaval foi modificado e incrementado por contribuições de vários países, principalmente da Itália e da França. Jogos, brincadeiras, músicas, danças, fantasias, uso de máscaras e carros alegóricos foram acrescentados à festa.  Na idade média surgiu o costume da inversão de papéis sociais durante o Carnaval. Os nobres se vestiam de pobres e os pobres se vestiam de ricos. Entre os pobres era eleito um rei, que seria morto ao final dos festejos. Assim surgiu o rei momo.  Entre as inversões do período, muitos homens se vestiam de mulheres.
O ESTRUDO
Em Portugal, a festa recebeu o nome de estrudo. Essa palavra vem da denominação de bonecos gigantes. Durante o estrudo, as pessoas com boa condição financeira jogavam água com perfume umas nas outras. Os mais pobres jogavam água suja, urina, água com fezes, ovos podres, laranjas podres, restos de comida, etc. Com o passar do tempo, tornou-se comum a ocorrência de violência sexual durante aqueles dias.
CARNAVAL NO BRASIL
Os portugueses trouxeram o Carnaval para o Brasil no século 16. Aqui, os festejos foram incrementados com o samba, o frevo, o maracatu e, recentemente, com o axé e o funk.  Embora não seja uma festa originalmente brasileira, o Brasil o abraçou e o adotou de tal forma, que hoje é conhecido como “o país do Carnaval”. A festa tornou-se uma das principais atrações turísticas da nação, movimentando uma indústria milionária todos os anos.
EMBALAGEM E CONTEÚDO
Todas as mudanças no Carnaval ocorreram apenas em seus aspectos exteriores. A embalagem é cada vez mais bonita, mas o conteúdo continua o mesmo. A aparência do Carnaval é interessante, envolvendo diversão, alegria, beleza e arte. São qualidades reais e não vamos negar isso. Existem coisas bonitas e atraentes no Carnaval, mas isso não significa que vamos participar dele. Dinheiro roubado também tem valor, mas nem por isso vamos aceitá-lo, caso nos seja oferecido.  Apesar da embalagem maravilhosa, o conteúdo do Carnaval é podre e pecaminoso.
O Carnaval é a festa do sexo, como sempre foi. Muitos podem negar isso, mas por que será que o governo distribui camisinhas e faz propaganda de sexo seguro nesta época? Os homens participam do Carnaval por que gostam de dançar? Não. O período é semelhante a uma estação de caça. Os homens vão em busca de relacionamentos sexuais sem compromisso, e muitas mulheres (que querem beijar muuuuito) são as principais vítimas.
O LADO ESPIRITUAL
Não podemos nos esquecer que, por trás da realidade natural, está a realidade espiritual. Os demônios atuam de forma intensa no Carnaval, conforme pode ser conferido até mesmo em depoimentos de pessoas envolvidas com os cultos afro-brasileiros.
E qual é o saldo da festa? Depois de tanta bebida, são inúmeros os acidentes de trânsito, com mortos e feridos. Ocorrem também muitos homicídios, mortes por overdose, contração de doenças venéreas e casos de gravidez indesejada. No fim de tudo, a alegria se transforma em tristeza.
PERIGOS
O Carnaval é uma festa imprópria para o cristão. Alguns vão com o propósito de evangelizar. Não podemos proibir o evangelismo, mas devemos alertar que é um trabalho à beira do abismo. Todo cuidado é pouco. Alguns jovens vão com a desculpa de uma diversão inocente. Cuidado! É muito difícil alguém entrar no esgoto e sair sem se sujar.
Nossa alegria não depende de festas. Não devemos confundir alegria com felicidade e nem sexo com amor. Em Cristo está o nosso prazer e a nossa alegria, que não termina na Quarta-Feira de Cinzas, mas continua para sempre.

Sociologia

Sociologia

A Sociologia é a ciência que se dedica a estudar e a compreender os fenômenos atrelados às nossas relações sociais.


Estamos todos ligados pelos aspectos culturais que compartilhamos em nossa  sociedade 
Estamos todos ligados pelos aspectos culturais que compartilhamos em nossa sociedade



    Entre os pensamentos que passam pela sua cabeça, você já se pegou pensando em como esse mundo surgiu? Como ele ainda existe? Como as suas relações com as outras pessoas começaram? Como elas persistem? Será que a realidade que seus pais viveram é igual à realidade que você vive?
     Essas questões são as mesmas que a Sociologia tenta responder. Trata-se de um esforço voltado para apreender as diferentes realidades das mais variadas culturas e como se formam as relações que existem no seu interior. A Sociologia busca cobrir o gigantesco objeto de estudo que é nosso próprio comportamento como seres sociais. Portanto, o alcance dos estudos sociológicos vai desde as particularidades das experiências individuais até a generalidade das relações sociais no contexto de um grupo ou de vários grupos.
    Em termos simples, a Sociologia é a ciência que se debruça sobre a própria sociedade e todas as suas ramificações, componentes e integrantes. Ela se dedica a compreender as formas de interação que temos uns com os outros, nossas organizações e os fenômenos sociais observados na realidade dos indivíduos.
    O olhar sociológico traz-nos sempre uma nova perspectiva sobre situações que aparentemente são de natureza individual, mas que acabam por atingir uma gama muito maior de nossa realidade coletiva. Podemos tomar como exemplo a situação econômica dos indivíduos, que, embora possa ser uma abordagem bastante particular, pode também ser observada por uma perspectiva mais abrangente, quando nos voltamos para a análise da situação econômica de todo um país. Isso significa abordar toda a cadeia social, as formas como nossa realidade econômica é afetada e as possíveis consequências desse fenômeno, como o acentuamento da desigualdade social e, possivelmente, o agravamento de outros problemas, como a violência, a fome e a precarização da educação.
    Augusto Comte tornou-se conhecido como o autor responsável pelos primeiros esforços para delimitar o campo de estudos da Sociologia. Tendo sido profundamente influenciado pelos grandes acontecimentos de sua época, como o desenrolar da Revolução Francesa e a crescente Revolução Industrial, Comte ficou conhecido por sua obra fundamentada pela “filosofia positiva” ou, como é mais conhecida, positivismo.
     Comte via o surgimento desses novos problemas e fenômenos como sintomas de uma doença a ser curada. Acreditava que os problemas sociais e as sociedades em geral deveriam ser estudados com o mesmo rigor científico em que as demais ciências naturais tratavam seus respectivos objetos de estudo. Assim, os fenômenos sociais deveriam ser observados da mesma forma que um biólogo observa os espécimes de seus estudos. Comte propunha uma ciência da sociedade capaz de explicar e compreender todos os fenômenos sociais da mesma forma que as ciências naturais buscavam interpelar seus objetos de estudo.
     A abordagem da Sociologia, entretanto, mudou e continua mudando desde as primeiras idealizações de Comte. A visão de Comte em relação à abordagem estritamente empiricista não era suficiente para tratar de problemas de natureza mais subjetiva, mas que possuem efeitos diretos em nossa realidade. Isso, porém, não diminui a validade dos estudos sociológicos, apenas mostra a dimensão que os questionamentos sobre a nossa realidade acabam tomando.
      Em outras palavras, a dinâmica em constante mudança que se apresenta na diversidade social de nossas realidades exige o eterno reinventar e a recorrente reavaliação do conhecimento sociológico. Portanto, a Sociologia é um grande esforço científico contínuo e ininterrupto na busca por entendermos nós mesmos.

Fonte de referência, estudo e pesquisa: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/



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